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23/10/2020

Como cuidar da voz em meio a longas jornadas e coberturas esportivas

Como cuidar da voz em meio a longas jornadas e coberturas esportivas
23/10/2020

Por Germano Assad

Quem depende da voz para trabalhar não pode correr riscos de prejudicá-la. E os cuidados necessários começam com uma boa qualidade de sono, passam por uma alimentação regrada, ainda que sem dietas ou restrições radicais, postura ergonômica correta na hora de falar e técnicas diversas para amplificar e modular a voz.

 O narrador de futebol, dentre os profissionais de voz, é com certeza um dos que mais exige das pregas vocais. Para este profissional, portanto, é preciso usar a mesma lógica do atleta que está em campo, no sentido de abusar das técnicas para desempenhar ao máximo, com o corpo fazendo o menor esforço físico possível.

São verdadeiros “atletas da voz”, na visão do professor e vice-presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia, Dr. Francisco Pletsch. “Todo grito é prejudicial para a voz. Porém o grito que tem apoio do diafragma prejudica muito menos. Então na hora do grito de gol, se o narrador fizer com este apoio, a voz fica muito mais alta e causa bem menos dano a laringe’ explica.

Gritos muito intensos podem fazer um rompimento de um vaso na prega vocal e formar um pólipo ou outras lesões. Portanto todo cuidado é bem-vindo. “É importante fazer exercícios respiratórios, a internet está cheia destes exercícios. O narrador também deve ter cuidado com a velocidade da fala, as vezes ele pronuncia 100, 200 palavras em uma única respiração, então quanto mais se atua  no  limite, mais cuidados preventivos devem ser tomados ”.

O veterano narrador Marcelo Ortiz, da Rádio Banda B, de Curitiba, conta que dez minutos de preparação pré-jornada são suficientes para um bom aquecimento. “Faço alguns exercícios articulatórios antes de entrar no ar, algo em torno de 10 minutos. São os exercícios mais tradicionais de aquecimento vocal mesmo. Claro que é preciso aliar o aquecimento com os cuidados gerais do dia a dia também”.

Em situações extremas, o profissional aconselha a respeitar os limites do corpo e não forçar, indo além do razoável. “Quando tive laringite por exemplo, não tem muito o que fazer. Comigo aconteceu só uma vez, na final da Sul Americana, tive que revezar, e deixar o segundo tempo com outro colega narrador”, conta.

Postura ergonômica adequada, sentar de forma ereta para maior apoio livre para o funcionamento do diafragma e boa articulação das frases são outros detalhes que fazem a diferença, ainda mais em tempos de uso obrigatório de máscaras, que acabam exigindo esforço ainda maior na comunicação.


Resumo das dicas:

  • Cigarro e qualquer dispositivo que produza fumaça a ser tragada devem ser abolidos da rotina;
  • Bebidas alcoólicas só não prejudicam se consumidas com moderação, e sempre acompanhadas de água;
  • Jantar no máximo às 20 horas. Após este horário, só consumir alimentos leves;
  • Dormir de 5 a 8 horas por noite;
  • Manter-se hidratado com água pura e na temperatura ambiente;
  • Controlar a hidratação pela cor da urina. Se estiver transparente, é sinal de boa hidratação;
  • Espuma branca no canto da boca e tosse seca são sinais negativos;
  • Na hora de consumir bebidas ou alimentos gelados, mantê-los na boca durante alguns segundos nos primeiros goles ou mordidas e colheradas para evitar choque térmico;
  • Usar o diafragma para aumentar o tom de voz ou gritar gol, no caso dos narradores. Técnica simples que melhora a potência e reduz o desgaste físico;
  • Postura ergonomicamente correta, seja sentado ou de pé, viabiliza o uso do diafragma na hora de modular a voz;
  • Uso de máscara exige cuidado ainda maior com sincronia entre respiração e articulação de frases, abra mais a boca para falar e não ter a voz abafada.

Fonte: AERP

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