Relatórios do IAB (Internet Advertising Bureau) confirmaram mais uma vez o crescimento no consumo de mídia durante a pandemia do novo coronavírus, com impulso em praticamente todas as plataformas. Os avanços foram na ordem de 13% a 39% em cada formato, sendo relativo ao mês de abril nos Estados Unidos. Levantamentos pré-pandemia também apontam um crescimento consistente no consumo de áudio digital.
Durante a covid-19, o rádio teve um aumento de 23% no seu consumo segundo o IAB, considerando que o veículo é a plataforma de maior alcance nos Estados Unidos, com 92% segundo a Nielsen. Já os podcasts, que é uma plataforma amplamente trabalhada pelo rádio norte-americano, teve uma ampliação de 13% em seu consumo em abril.
Os maiores avanços foram vistos em vídeos on-line (TikTok, YouTube, entre outros) e pela TV linear, ambos com 39% cada. Na sequência, o segundo maior avanço foi visto em serviços de streaming de TV e filmes (Netflix, Amazon Prime, etc), com 38%.
Música via streaming e imprensa on-line registraram um avanço de 30% cada, seguidos por video-games (25%) e as transmissões on-line em formato live (24%).
O avanço o áudio digital, como streaming de rádio ao vivo, podcasts, streaming de música, entre outros, já estava registrando uma alta consistente ano após ano nos Estados Unidos, também segundo relatório do IAB, baseado no The Infinite Dial 2020. Para se ter uma ideia, o consumo saltou de 53% em 2015 para 67% no ano passado (veja abaixo):

Antes da covid-19, já era apontado um crescimento significativo para o áudio digital em 2020, seja em consumo, como também em publicidade. A pandemia derrubou os investimentos em anúncios em todas as plataformas, mas o consumo seguiu com sua tendência de alta.
Porém, a depender da estratégia adotada, o digital pode significar um auxílio fundamental na operação do meio rádio, além de preparar para tendências futuras. Foi o caso da gigante iHeartMedia, que relatou ter mantido as escutas no dial durante a pandemia e que o digital deve ajudar a empresa na retomada dos investimentos pós-crise.
Outro ponto que interessa ao rádio é a resiliência do meio, conforme apontado em janeiro pela Nielsen. E os dados de consumo seguem positivos, seja em pesquisas que apontam um avanço no consumo de rádio, manutenção de níveis elevados de alcance, como também aquelas que mostram poucas mudanças no comportamento do ouvinte durante a covid-19.
Com informações do RAINNews, IAB e The Infinite Dial 2020
Fonte: Tudorádio
