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24/04/2026

Rádio híbrido avança na medição de audiência em tempo real no ambiente automotivo

Rádio híbrido avança na medição de audiência em tempo real no ambiente automotivo
24/04/2026

Os desafios históricos da medição de audiência no rádio (marcados por amostras limitadas e atrasos na entrega dos dados) começam a dar sinais concretos de mudança, ao menos na avaliação de empresas que atuam com rádio híbrido e nas experiências que vêm sendo conduzidas por elas. Um novo cenário, impulsionado por esse avanço tecnológico, já aponta para medições em tempo real e em larga escala diretamente nos veículos conectados. Esse movimento não é isolado (pelo menos três empresas globais já atuam de forma estruturada nesse segmento, com presença relevante junto à indústria automotiva e um número crescente de montadoras embarcando essas soluções em seus sistemas). Um dos destaques desse ecossistema é a Xperi, que participou de painel recente durante o NAB Show 2026 e reforçou esse cenário a partir de sua experiência prática. O tudoradio.com realiza uma cobertura especial do congresso, com os apoios da ABERT, a BeAudio, a AMIRT e a MidiacomPB.

Falando durante o evento, Juan Galdamez, diretor sênior de estratégia de broadcast e desenvolvimento de negócios da Xperi, classificou esse momento como “o fim do jogo de adivinhação na medição de audiência”.

No centro dessa transformação está o DTS AutoStage, plataforma de rádio híbrido que combina o sinal tradicional via radiodifusão com conexão IP dentro do carro. Segundo Galdamez, o sistema melhora a experiência do ouvinte e também cria uma nova camada de dados para o mercado.

Ao explicar o conceito, o executivo destacou que o rádio híbrido une o sinal aberto com a conectividade da internet dentro do veículo, ampliando as possibilidades de consumo e análise.

Lançado em 2020 em parceria com a Mercedes-Benz, o AutoStage já está presente em 12 marcas automotivas, incluindo fabricantes de grande volume como Hyundai e Kia. Atualmente, mais de seis milhões de veículos reportam dados de escuta por meio da plataforma.

No ambiente do usuário, as mudanças são visíveis. Os tradicionais displays limitados a frequências e indicativos dão lugar a interfaces mais completas, com logotipos das emissoras, capas de conteúdos e metadados. Até mesmo o rádio AM, historicamente menos valorizado nos painéis digitais, passa a contar com uma apresentação mais trabalhada. Apesar dessa evolução na interface, o principal avanço ocorre nos bastidores.

Com a integração entre broadcast e IP, o AutoStage permite mensurar diretamente o comportamento de sintonia dentro dos veículos. Cada interação do ouvinte com uma emissora é registrada, formando uma base de dados baseada em consumo real (e não mais em estimativas).

Com essa escala, já é possível compreender como ocorre a escuta no ambiente automotivo. Em março de 2026, por exemplo, mais de 114 mil veículos na região de Dallas reportaram atividade de audiência. Mercados menores também apresentam volumes relevantes, como Nova Orleans (18 mil veículos) e Omaha (cerca de 14 mil). Ao todo, a plataforma já entrega dados em 302 mercados, com disponibilidade em até 24 horas (muitas vezes já no dia seguinte).

Entre as métricas disponíveis estão indicadores tradicionais como alcance acumulado (cume), tempo médio de escuta e participação de audiência (share), além de novas possibilidades analíticas. As emissoras conseguem acompanhar desempenho por faixa horária, avaliar tendências em intervalos de 15 minutos e comparar resultados diários com médias de 30 dias.

Para programadores, esse nível de detalhamento amplia a capacidade de análise, permitindo identificar com precisão os momentos de crescimento ou queda de audiência ao longo do dia.

Na prática, isso viabiliza medir o impacto de eventos específicos quase em tempo real. Emissoras esportivas podem observar picos durante transmissões ao vivo, enquanto outros formatos conseguem avaliar efeitos de promoções, ações especiais ou até eventos sazonais (como o início do período escolar).

Outro diferencial está na análise geográfica. A plataforma oferece mapas de calor que mostram onde os ouvintes estão no momento da escuta (em rodovias, aeroportos ou regiões comerciais), abrindo novas possibilidades tanto para programação quanto para estratégias comerciais.

Há ainda recursos como análise de consumo por faixa musical, identificando quais músicas são efetivamente ouvidas nos veículos, além de dados de escuta entre mercados (revelando o alcance além da área principal de cobertura das emissoras).

Em relação à privacidade, a Xperi afirma que não coleta dados pessoais identificáveis, trabalhando apenas com informações agregadas de comportamento de audiência.

Mesmo com essas salvaguardas, o impacto para o mercado é relevante, na avaliação das próprias empresas envolvidas nesse tipo de solução. Por décadas, o rádio dependeu de metodologias baseadas em painéis e modelagens estatísticas. O rádio híbrido, por sua vez, passa a oferecer uma abordagem direta, baseada em observação do consumo.

Segundo Galdamez, os radiodifusores já começam a utilizar esses dados em negociações comerciais, principalmente para demonstrar engajamento e alcance geográfico.

Com a expansão da base de veículos conectados, a tendência é que esse tipo de medição ganhe ainda mais espaço, inclusive em mercados menores, que historicamente enfrentam limitações nos sistemas tradicionais.

A leitura do executivo é de que essa evolução acompanha uma demanda antiga do setor. Após mais de um século sendo um meio eficiente para distribuição de áudio em massa, o rádio passa a contar com ferramentas mais alinhadas a esse nível de alcance também na mensuração.

Fonte: Tudo Rádio

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