A pandemia do novo coronavírus colocou à prova as empresas de comunicação de Santa Catarina, que conseguiram se adaptar à nova realidade, mostrando maturidade, com prestação de serviços essenciais para a sociedade e, consequentemente, registrando aumento de audiência. Essa foi a principal avaliação dos empresários de grandes redes catarinenses de comunicação que participaram ontem, 4, da live promovida pelo Lide Santa Catarina, grupo que reúne lideranças empresariais no país e no estado.
O mediador foi o presidente do Lide/SC, publicitário Wilfredo Gomes, com participação do vice-presidente de Mercado do Grupo SCC, Carlos Amaral Neto, presidente Executivo do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli e presidente da NSC Comunicação, Mário Neves que falaram sobre “O comportamento dos veículos de massa durante a pandemia”.
Para Carlos Amaral, neste período de crise houve a consolidação da importância do rádio e da tv, que assumiram papel de liderança em orientar a população sobre o contágio da doença. “Precisamos aprender com este momento para que possamos entrar fortalecidos em uma nova era”. Marcello Petrelli acredita que o setor conseguir vencer os desafios impostos pela pandemia, com reestruturação das empresas. “Soubemos entender esse momento que foi suprir a demanda da sociedade e dos anunciantes”. “Desde o começo da pandemia, nossa empresa trabalhou a questão saúde x economia. Para isso, ouvimos os especialistas para balizar nossa atuação. Temos que dar vez e voz para quem entende do assunto”, afirmou Mário Neves.
Ao mesmo tempo em que o presidente do Lide/SC reconhece o trabalho do rádio e televisão, ele também fez uma provocação sobre o tema “notícia ruim é que vende”. Para Marcello Petrelli, os veículos de massa cometeram o erro de repercutir o que acontecia nas redes sociais. “O grande desafio é ter uma linha editorial baseada em prestar serviços e uma pauta propositiva. Mas defendo também que a linha editorial deixe claro o posicionamento do veículo. Não podemos só ser mais um meio, mas um fim”. Segundo Mário Neves, os veículos são a expressão da sociedade. “É natural dar notícias sobre a doença, mas com muito cuidado, sem sensacionalismo. Durante este período, nossa empresa desenvolveu vários produtos para valorizar as boas notícias”.
Os três radiodifusores estão otimistas com o pós-pandemia. “Esse é um momento que vai passar. E a comunicação é uma ferramenta valiosa para as empresas. Precisamos entender a dinâmica de como a sociedade vai se comportar daqui para frente”, acredita Carlos Amaral. Marcello Petrelli explicou que a empresa tem conversado muito com os clientes e agências. “Quem se adequou neste período deve sair mais rápido da crise. A radiodifusão tem papel importante para a retomada da economia”. Para Mário Neves, a pandemia provocou uma revolução em todas as empresas. “Nossos clientes estão se reinventando. Tivemos que nos reinventar também. Confio muito na resiliência do catarinense”.
Fonte: Portalmakingof
