{"id":8876,"date":"2018-10-09T09:00:15","date_gmt":"2018-10-09T12:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=8876"},"modified":"2018-10-09T09:00:15","modified_gmt":"2018-10-09T12:00:15","slug":"emissoras-de-tv-sugerem-uso-de-saldo-da-ead-para-digitalizar-transmissores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/emissoras-de-tv-sugerem-uso-de-saldo-da-ead-para-digitalizar-transmissores\/","title":{"rendered":"Emissoras de TV sugerem uso de saldo da EAD para digitalizar transmissores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As emissoras de TV encaminharam ao ministro de Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es, Gilberto Kassab, \u00a0um pedido formal para que o MCTIC altere a Portaria 3.045\/2018, que estabeleceu as prioridades de uso dos eventuais recursos remanescentes do processo de desligamento da TV anal\u00f3gica nos munic\u00edpios onde a faixa de 700 MHz est\u00e1 sendo liberada para a banda larga m\u00f3vel. Originalmente, a portaria previa apenas a distribui\u00e7\u00e3o de kits de recep\u00e7\u00e3o digital no restante do pa\u00eds. Agora, Abert e Abratel, que assinam a carta, ampliam a proposta e sugerem que a pol\u00edtica p\u00fablica contemple a distribui\u00e7\u00e3o de recursos para a instala\u00e7\u00e3o de transmissores nas cerca de 3 mil localidades em que n\u00e3o haver\u00e1 transmiss\u00e3o digital no final deste ano, quando se encerra o desligamento vinculado \u00e0 faixa de 700 MHz. Quem conduz o processo de distribui\u00e7\u00e3o dos kits hoje \u00e9 a Seja Digital, ou EAD, uma entidade administrada pelas empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es e que contou com um or\u00e7amento inicial de cerca de R$ 3,6 bilh\u00f5es. Estima-se que o saldo possa ficar na casa dos R$ 600 milh\u00f5es ao final do processo. Quem coordena os trabalhos \u00e9 o Gired (Grupo Gestor da TV Digital), coordenado pela Anatel e do qual participam os atores diretamente envolvidos no processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao se avaliar o quadro alcan\u00e7ado com o esfor\u00e7o de digitaliza\u00e7\u00e3o do sinal at\u00e9 o presente momento, constata-se que n\u00famero expressivo de munic\u00edpios \u2013 estima-se que sejam em torno de 3.000 \u2013 ainda n\u00e3o tem e n\u00e3o ter\u00e1, at\u00e9 o final de 2018, acesso \u00e0 transmiss\u00e3o de sinal digital das principais emissoras do pa\u00eds. Nesses munic\u00edpios reside aproximadamente 25% da popula\u00e7\u00e3o brasileira&#8221;, diz o of\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As emissoras prop\u00f5em o uso de uma solu\u00e7\u00e3o compartilhada, em que o transmissor digital seria gerido pelos munic\u00edpios, como acontece hoje com muitos transmissores anal\u00f3gicos, e seriam compartilhados por at\u00e9 seis emissoras. &#8220;No modelo anal\u00f3gico, com frequ\u00eancia os ativos necess\u00e1rios \u00e0 viabiliza\u00e7\u00e3o das transmiss\u00f5es nessas localidades pertencem no todo ou em parte ao poder p\u00fablico municipal ou entidades associativas&#8221;, dizem as emissoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Considerado esse cen\u00e1rio, onde praticamente um quarto da popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o ter\u00e1 perspectiva, ap\u00f3s o Switch-off da TV Anal\u00f3gica, de acesso ao sinal digital, constata-se que, n\u00e3o obstante o car\u00e1ter priorit\u00e1rio da distribui\u00e7\u00e3o de kits com conversores, essa op\u00e7\u00e3o isolada n\u00e3o atingir\u00e1, por completo, o resultado visado com a pol\u00edtica p\u00fablica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para as emissoras de TV, a distribui\u00e7\u00e3o dos conversores em localidades n\u00e3o alcan\u00e7adas pelo sinal digital \u00e9, na pr\u00e1tica, in\u00f3cua e contraproducente. &#8220;Sob a \u00f3tica dos usu\u00e1rios, os equipamentos n\u00e3o ter\u00e3o qualquer utilidade para as respectivas fam\u00edlias&#8221;, dizem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A proposta da ABERT e da ABRATEL \u00e9 a de que, ao lado da distribui\u00e7\u00e3o de conversores, e de forma complementar a ela, sejam disponibilizados recursos do saldo remanescente para que os munic\u00edpios que t\u00eam acesso ao sinal anal\u00f3gico e ainda n\u00e3o completaram a digitaliza\u00e7\u00e3o de suas esta\u00e7\u00f5es, possam realizar parte dos investimentos necess\u00e1rios para garantir a migra\u00e7\u00e3o da cobertura do formato anal\u00f3gico para o digital&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo as associa\u00e7\u00f5es, que representam os interesses de praticamente todas as emissoras de TV, &#8221; a solu\u00e7\u00e3o desenvolvida pela ind\u00fastria baseia-se no compartilhamento de equipamentos que podem atender concomitantemente at\u00e9 6 emissoras\/retransmissoras (\u2026) H\u00e1 solu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para se fazer isso a custo relativamente baixo e com equipamento que pode atender de forma compartilhada praticamente todos os sinais transmitidos na respectiva localidade&#8221;, asseguram. Para elas, a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o implicaria um rearranjo na forma de organiza\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. &#8220;Ao contr\u00e1rio, permitiria a cada emissora continuar a operar em seu respectivo canal, mas com compartilhamento de alguns itens de infraestrutura&#8221;, sem conflitos com a legisla\u00e7\u00e3o vigente, asseguram. &#8220;A titularidade dos equipamentos seria dos pr\u00f3prios munic\u00edpios que poderiam organizar o seu compartilhamento entre as emissoras interessadas. Na pr\u00e1tica, haveria situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0quela que j\u00e1 se verifica em muitos desses munic\u00edpios&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta tese j\u00e1 vinha sendo defendido pelas emissoras h\u00e1 algum tempo. No final de agosto, durante um evento setorial, isso ficou mais evidente. &#8220;Note-se que o compartilhamento de equipamentos e o uso de bens pertencentes a terceiros n\u00e3o implica qualquer conflito com as regras a que se sujeitam as respectivas outorgas. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio na execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o que todos os bens sejam de propriedade da empresa que recebe a outorga. Arranjos para usar bens de terceiros s\u00e3o comuns em qualquer modalidade de concess\u00e3o. O que importa \u00e9 a execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o se dar sob a responsabilidade do concession\u00e1rio&#8221;, dizem. Elas afirmam ainda que o investimento em um \u00fanico equipamento possibilita a transmiss\u00e3o digital de praticamente todos os canais existentes em muitas localidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os recursos para garantir o acesso pleno e universal ao sinal digital s\u00e3o limitados, mesmo considerando a exist\u00eancia de saldo remanescente. (\u2026) A consecu\u00e7\u00e3o da proposta delineada acima exige o envolvimento e participa\u00e7\u00e3o dos poderes locais interessados. Ao mesmo tempo, estima-se que o saldo remanescente n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para atender todos os Munic\u00edpios referidos, caso a totalidade deles decidisse participar do projeto&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As emissoras sugerem que a defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o deve ter em conta a necessidade de aplicar os recursos &#8220;da forma mais eficiente poss\u00edvel em vista do objetivo de massifica\u00e7\u00e3o do acesso ao sinal digital&#8217; e que os &#8220;crit\u00e9rios que parecem adequados, nesse sentido, est\u00e3o relacionados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o atendida pelo sinal e \u00e0 quantidade de canais que alcan\u00e7am a localidade, dentre outros que possam \u2013 e devam \u2013 ser discutidos no \u00e2mbito do GIRED&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tela Viva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As emissoras de TV encaminharam ao ministro de Ci\u00eancia, Tecnologia,&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/emissoras-de-tv-sugerem-uso-de-saldo-da-ead-para-digitalizar-transmissores\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8877,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8876","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8876"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8876\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}