{"id":8363,"date":"2018-08-09T14:54:11","date_gmt":"2018-08-09T17:54:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=8363"},"modified":"2018-08-09T14:54:11","modified_gmt":"2018-08-09T17:54:11","slug":"onde-esta-criatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/onde-esta-criatividade\/","title":{"rendered":"Onde est\u00e1 a criatividade?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00c9 preciso n\u00e3o deve seguir exemplos sem questionar antes se aquilo realmente funciona para sua pra\u00e7a ou at\u00e9 mesmo se tem a ver com a sua maneira de \u201cver\u201d o r\u00e1dio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante boa parte dos anos eu ouvi uma frase que sinceramente n\u00e3o sei se \u00e9 uma verdade ou se \u00e9 apenas mais uma mentira que foi contada muitas vezes: O radialista gringo gosta do jeito que o brasileiro faz r\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a frase \u00e9 verdadeira, achei alguns motivos: Talvez pela produ\u00e7\u00e3o ou pela maneira criativa e irreverente que o brasileiro fazia as coisas acontecerem no r\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anos 90 (\u00e9poca em que ouvia essa frase), o r\u00e1dio brasileiro estava efervescente. Os textos eram \u00f3timos, locutores eram como celebridades no ar e em muitas emissoras havia certo espa\u00e7o para mostrar talento. Se hoje muitas r\u00e1dios aceleram os locutores dando-os pouco tempo de fala, naquela \u00e9poca as r\u00e1dios permitiam que seus locutores se tornassem artistas o que n\u00e3o significa que eles falavam em excesso ou sem crit\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora isso, na d\u00e9cada de 90 o r\u00e1dio brasileiro conseguiu unir textos bem escritos com boas produ\u00e7\u00f5es. O resultado disso era um r\u00e1dio instigante, provocativo, irreverente e criativo. Talvez essa tenha sido a \u00faltima fornada de profissionais que sonhavam trabalhar no r\u00e1dio. Obviamente o ve\u00edculo hoje tamb\u00e9m conta com profissionais apaixonados, mas o que percebo \u00e9 que o r\u00e1dio definitivamente n\u00e3o foi sonho da imensa maioria dos profissionais que nele est\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O r\u00e1dio brasileiro me parece menos criativo do que em anos anteriores e esta \u00e9 a minha opini\u00e3o mesmo n\u00e3o sabendo o exato porqu\u00ea dessa afirma\u00e7\u00e3o. Talvez, pela debandada dos apaixonados pelo r\u00e1dio, ou de profissionais que queiram se destacar ali e usar o r\u00e1dio apenas de trampolim pra algo que ele julga ser melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem muita gente talentosa SIM, mas talvez n\u00e3o o suficiente pra grandes movimenta\u00e7\u00f5es criativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Normalmente as r\u00e1dios de cidades grandes ditam o que as r\u00e1dios de cidades menores v\u00e3o fazer. As r\u00e1dios das grandes cidades s\u00e3o a refer\u00eancia e o que sinto \u00e9 que essas r\u00e1dios, tidas por muitos profissionais como exemplo, n\u00e3o acreditam que a criatividade \u00e9 um fator importante ou competitivo e esta ideia se espalha rapidamente como um v\u00edrus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia \u201cmenos \u00e9 mais\u201d &#8211; que eu gosto &#8211; tem sido usada mais do que deveria e o resultado disso s\u00e3o r\u00e1dios com um aspecto mon\u00f3tono e que salvo um detalhe ou outro, fazem que todas no Brasil as emissoras soem muito parecidas. Temos \u00f3timos exemplos de r\u00e1dios que buscam o diferente no que diz respeito a sua comunica\u00e7\u00e3o e colhem resultados bons de audi\u00eancia e isso \u00e9 \u00f3timo para comprovar que criatividade n\u00e3o rivaliza com bons resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A impress\u00e3o que tenho quando ou\u00e7o algumas r\u00e1dios de fora do Brasil e comparo com as nossas \u00e9 que eles continuam buscando a criatividade e que as emissoras daqui fazem o movimento inverso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, saindo do r\u00e1dio e indo pra TV, por exemplo: A TV Globo adaptou muito sua maneira de conceber as chamadas de programas, novelas e jogos de futebol. Mudou o conceito e pelo que parece t\u00eam o exerc\u00edcio de tentar algo diferente a cada pe\u00e7a. E isto nada tem a ver com dura\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes as chamadas s\u00e3o at\u00e9 mais curtas do que as de algum tempo atr\u00e1s. Fazendo um paralelo com nosso r\u00e1dio, estamos cada vez mais dentro de um padr\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o que em muitos casos n\u00e3o existe nem um motivo ou partem de conceitos vazios como \u201couvinte n\u00e3o liga pra isso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rem\u00e9dio para isto talvez seja questionar mais. N\u00e3o seguir exemplos sem questionar antes se aquilo realmente funciona para sua pra\u00e7a ou at\u00e9 mesmo se tem a ver com a sua maneira de \u201cver\u201d o r\u00e1dio. N\u00e3o consigo ver criatividade como algo desnecess\u00e1rio ou como perda de tempo e apesar de dar mais trabalho, esta pode ser a solu\u00e7\u00e3o que ir\u00e1 diferenciar sua r\u00e1dio das outras. Pensar d\u00e1 trabalho, mas \u00e9 bom. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que eu uso o slogan \u201cIsso soa diferente\u201d para a Galla Produ\u00e7\u00f5es, busco um texto legal, um locutor que se acrescente no texto com uma interpreta\u00e7\u00e3o legal e fico horas buscando uma trilha e um efeito como eu imaginei. Tudo isto \u00e9 um exerc\u00edcio di\u00e1rio que \u00e9 trabalhoso mas que traz resultados excelentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experimente! O r\u00e1dio fora da caixa pode soar melhor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Por Gleyson Lage &#8211; Tudo R\u00e1dio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso n\u00e3o deve seguir exemplos sem questionar antes se&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/onde-esta-criatividade\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8364,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8363","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8363\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}