{"id":8032,"date":"2018-07-06T11:58:54","date_gmt":"2018-07-06T14:58:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=8032"},"modified":"2018-07-06T11:58:54","modified_gmt":"2018-07-06T14:58:54","slug":"mercado-de-midia-e-entretenimento-deve-crescer-44-ate-2022-estima-pwc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/mercado-de-midia-e-entretenimento-deve-crescer-44-ate-2022-estima-pwc\/","title":{"rendered":"Mercado de M\u00eddia e Entretenimento deve crescer 4,4% at\u00e9 2022, estima PwC"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A 19\u00b0 edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Global de Entretenimento e M\u00eddia 2018-2022, estudo feito pela PwC, prev\u00ea um crescimento global anual m\u00e9dio de 4,4% no setor de m\u00eddia e entretenimento (E&amp;M) entre 2018 e 2022. O levantamento analisou 15 segmentos do setor em 53 pa\u00edses e apontou que a receita global deve alcan\u00e7ar US$ 2,4 trilh\u00f5es em 2022, acima dos US$ 1,9 trilh\u00e3o registrado em 2017, um aumento de 26% na compara\u00e7\u00e3o total entre os per\u00edodos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Globalmente, as expectativas do estudo deste ano est\u00e3o acima das previs\u00f5es do ano passado, em raz\u00e3o do crescimento dos gastos do consumidor com acesso \u00e0 internet em todos as regi\u00f5es pesquisadas. A edi\u00e7\u00e3o de 2018 mostra que o crescimento do consumo e da publicidade nas plataformas digitais para dispositivos m\u00f3veis come\u00e7aram a refletir o aumento consider\u00e1vel do n\u00famero de consumidores conectados no mundo todo e isto ficar\u00e1 cada vez mais evidente nos pr\u00f3ximos anos. Em 2022, dados utilizados em smartphones para o consumo de E&amp;M exceder\u00e3o os dados consumidos em banda larga fixa. O motivo dessa tend\u00eancia \u00e9 o aumento em 2,2 bilh\u00f5es, at\u00e9 2022, do total global de conex\u00f5es de internet m\u00f3vel de alta velocidade (m\u00e9trica que rastreia cart\u00f5es SIM em vez de assinantes individuais)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro deste cen\u00e1rio otimista, novos segmentos, n\u00e3o contemplados nas edi\u00e7\u00f5es de anos anteriores, come\u00e7am a apresentar receitas significativas para o setor, com taxas de crescimento muito mais elevadas. \u00c9 o caso dos gastos com games em realidade virtual, com \u00edndices m\u00e9dios de crescimento anual de 40% ao longo de cinco anos, dos gastos com e-Sports (bilheteria de campeonato de game), que deve aumentar em m\u00e9dia 20% ao ano at\u00e9 2022 e do podcast, com crescimento esperado de quase 30%. Outro exemplo de crescimento relevante \u00e9 o segmento de OTT (over the top) de v\u00eddeos na internet, que crescer\u00e1 10% ao ano at\u00e9 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, a pesquisa mostra que o baixo crescimento dos gastos do consumidor (3% ao ano at\u00e9 2022) est\u00e1 atrasando o crescimento dos gastos do anunciante, tanto no f\u00edsico quanto no digital. Dois segmentos v\u00eam sofrendo mais com isso \u2013 jornais e revistas \u2013 que ano a ano apresentam queda na receita total, mais acentuadas nos formatos tradicionais (off-line). No entanto, esses mesmos segmentos apresentam crescimento em plataformas digitais: para jornal, \u00e9 esperado um aumento de 9,5% ao ano nas receitas de assinaturas online; e para revista, 7% ao ano na publicidade digital. A dificuldade para esses segmentos do setor voltarem a crescer \u00e9 que o ganho nas plataformas digitais n\u00e3o cobre as perdas nos formatos tradicionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO digital transformou de vez todo o ecossistema do setor de entretenimento e m\u00eddia. O conte\u00fado tornou-se mais imersivo e dispon\u00edvel sob demanda. As plataformas digitais proliferaram, criando uma distribui\u00e7\u00e3o mais direta e personalizada, levando as empresas a desenvolverem estrat\u00e9gias de escala e de nicho ao mesmo tempo. A competi\u00e7\u00e3o pelo engajamento e gastos dos usu\u00e1rios nunca foi t\u00e3o acirrada. J\u00e1 se foram os dias em que redes de TV, produtoras de conte\u00fado ou empresas de qualquer tipo poderiam prosperar em uma, duas ou at\u00e9 mesmo tr\u00eas fontes confi\u00e1veis de receita. Hoje, o crescimento lucrativo e sustent\u00e1vel depende cada vez mais de cinco, seis ou mais fontes e de modelos de neg\u00f3cios inovadores que v\u00e3o al\u00e9m das fontes tradicionais de monetiza\u00e7\u00e3o. O portf\u00f3lio de servi\u00e7os deve considerar experi\u00eancias conectadas e complementares que exploram o potencial comercial de seus usu\u00e1rios mais engajados: seus f\u00e3s\u201d, afirma Carlos Giusti, s\u00f3cio da PwC Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em linha com as afirma\u00e7\u00f5es de Giusti, um dos caminhos apontados pela PwC para que as empresas potencializem seus ganhos \u00e9 por meio da converg\u00eancia, que a PwC chamou de Converg\u00eancia 3.0: empresas de todos os setores desenvolvem novos modelos de neg\u00f3cio fortalecidos pelo engajamento e na confian\u00e7a do consumidor. Essa converg\u00eancia pode ser de acesso, de m\u00eddia, de geografia ou de neg\u00f3cio. \u201cNa converg\u00eancia 3.0 as din\u00e2micas de concorr\u00eancia est\u00e3o evoluindo enquanto uma gama de super competidores em constante expans\u00e3o e players com foco espec\u00edfico se esfor\u00e7am para construir relev\u00e2ncia na escala adequada. Modelos de neg\u00f3cio est\u00e3o sendo reinventados de forma a criar novos fluxos de receitas\u201d, explica Sergio Zamora, s\u00f3cio l\u00edder de Tecnologia, M\u00eddia e Telecom da PwC Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EUA e China, combinados, s\u00e3o respons\u00e1veis por quase 50% de todo o gasto global com E&amp;M. De fato, muito tem se falado sobre as Big4 de Tech: Google, Amazon, Facebook e Apple \u2013 os gigantes digitais dos EUA que est\u00e3o na vanguarda da inova\u00e7\u00e3o no mundo ocidental. Sem d\u00favida, a mesma aten\u00e7\u00e3o deve ser dada aos \u201cBATs\u201d \u2013 os gigantes da Internet na China: Baidu, Alibaba e Tencent. As tr\u00eas empresas operam em v\u00e1rios setores da economia digital, oferecendo uma combina\u00e7\u00e3o eficaz de comunica\u00e7\u00e3o, m\u00eddia e com\u00e9rcio em suas plataformas, que excede a escala de qualquer coisa ainda alcan\u00e7ada por qualquer empresa dos EUA ou do mundo. Combinados, eles t\u00eam mais de 60% da ind\u00fastria de v\u00eddeo online por meio de suas plataformas iQiyi, Youku Tudou e Tencent Video, e tamb\u00e9m competem de maneiras diferentes em m\u00fasica e videogames, o que significa que est\u00e3o atuando em todas as \u00e1reas de consumo digital que mais crescem. O trio tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela maioria da publicidade na internet na China.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o existe mais fronteiras para o setor, nem de neg\u00f3cio, nem de l\u00edngua, nem de pa\u00edses. Temos visto em todos os pa\u00edses grandes nomes do varejo se aliando a empresas de tecnologia para ter ganho de escala e abrang\u00eancia em, por exemplo, portais de compra online. Empresas de m\u00eddia distribuindo conte\u00fado gr\u00e1tis em plataformas de m\u00eddias sociais. Ligas esportivas e empresas de videogames adotando o eSports, al\u00e9m de empresas de Telecom parceiras de antigos concorrentes para entrega de servi\u00e7os de streaming de v\u00eddeo e \u00e1udio. Isso n\u00e3o significa que o legado dos modelos tradicionais deve ser abandonado, mas somados aos novos modelos de E&amp;M, acompanhando o comportamento conectado e m\u00f3vel do consumidor\u201d, explica Sergio Zamora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Crescimento das plataformas digitais no Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s dois anos de retra\u00e7\u00e3o e um PIB de 1% em 2017, o Brasil come\u00e7a a se recuperar, com uma leve melhora nos \u00edndices de desemprego e aumento do consumo das fam\u00edlias. Espera-se que o cen\u00e1rio econ\u00f4mico para 2018 e no per\u00edodo de proje\u00e7\u00e3o sejam marcados por um ritmo de crescimento mais consistente e equilibrado entre os setores da economia. Os investimentos nos segmentos de E&amp;M, principalmente em novas tecnologias e em infraestrutura de rede de internet, est\u00e3o mais robustos e \u00e9 esperado uma retomada do interesse dos grupos estrangeiros no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o acesso \u00e0 internet e servi\u00e7os de streaming de v\u00eddeo e m\u00fasica apresentam as maiores taxas de crescimentos do setor nos pr\u00f3ximos cinco anos. Segundo o estudo, jornais e revistas devem continuar em queda no formato impresso. Na publicidade, o destaque \u00e9 novamente o crescimento de an\u00fancios em v\u00eddeo no celular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No total, o estudo prev\u00ea que no Brasil o setor deve movimentar quase US$ 53 bilh\u00f5es em 2022, ante cerca de US$ 41 bilh\u00f5es em 2017, uma m\u00e9dia anual de 5,3%. Os gastos com acesso \u00e0 internet apresentam o maior crescimento entre as categorias em que o estudo \u00e9 dividido: consumo, publicidade e acesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gastos no pa\u00eds para acessar a internet devem sair de US$15 bilh\u00f5es em 2017 para US$22 bilh\u00f5es em 2022, com um crescimento m\u00e9dio anual acima de 7%. Os valores de consumo e de publicidade tamb\u00e9m crescem, 2,2% e 5,2% respectivamente. A redu\u00e7\u00e3o do consumo dos \u00faltimos anos diminui as expectativas para o Brasil e, consequentemente, impactou os gastos dos anunciantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo mostra tamb\u00e9m que em pa\u00edses como o Brasil e a gigante China, onde a penetra\u00e7\u00e3o da internet ainda \u00e9 baixa se comparados com pa\u00edses de alta penetra\u00e7\u00e3o, como Su\u00ed\u00e7a e Inglaterra (ambos acima de 90%), os consumidores acabam gastando mais com esse segmento do que com os demais. Este fator deixa mais lenta a migra\u00e7\u00e3o dos gastos para as plataformas digitais no Brasil, por\u00e9m os h\u00e1bitos dos consumidores brasileiros acompanham todas as tend\u00eancias globais: preferem as plataformas online acessadas por smarthones.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segmento com receita ainda pequena no Brasil, mas com alta taxa de crescimento, de 37% ao ano, \u00e9 o eSport. Os servi\u00e7os de streaming tamb\u00e9m s\u00e3o destaques nesta edi\u00e7\u00e3o e devem continuar crescendo de forma cada vez mais acelerada, \u00e0 medida que as conex\u00f5es de alta velocidade se tornam mais comuns no pa\u00eds. O OTT (v\u00eddeo na internet) vai sair de US$498 milh\u00f5es em 2017 para US$782 milh\u00f5es em 2022, crescendo em m\u00e9dia 9,4% ao ano. No segmento de m\u00fasica, o streaming j\u00e1 apresenta o maior gasto do brasileiro para ouvir conte\u00fado, US$ 208 milh\u00f5es em 2017, acima dos gastos com bilheteria de show ao vivo, e devem continuar crescendo em m\u00e9dia 18% ao ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta mesma mudan\u00e7a \u00e9 esperada para a publicidade: a TV aberta continua sendo prefer\u00eancia do anunciante, mas haver\u00e1 perda de marketshare no per\u00edodo de previs\u00e3o para a publicidade na TV paga e para a internet, que crescem ambas 12% ao ano at\u00e9 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA capacidade de uma empresa ou marca de manter a confian\u00e7a de consumidores e anunciantes est\u00e1 se tornando um diferencial vital, especialmente no setor de E&amp;M, onde \u00e9 preciso demonstrar a transpar\u00eancia em muitas dimens\u00f5es como conte\u00fado, retorno do investimento, uso dos dados e impacto social\u201d, completa Carlos Giusti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: SET.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 19\u00b0 edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Global de Entretenimento e M\u00eddia&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/mercado-de-midia-e-entretenimento-deve-crescer-44-ate-2022-estima-pwc\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8048,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8032","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8032","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8032"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8032\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}