{"id":6858,"date":"2018-03-09T11:46:03","date_gmt":"2018-03-09T14:46:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=6858"},"modified":"2018-03-09T11:46:03","modified_gmt":"2018-03-09T14:46:03","slug":"fake-news-apelam-e-viralizam-mais-do-que-noticias-reais-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/fake-news-apelam-e-viralizam-mais-do-que-noticias-reais-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"Fake news apelam e viralizam mais do que not\u00edcias reais, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Not\u00edcias falsas, as chamadas &#8220;fake\u00a0news&#8221;, espalham-se pelas redes sociais de forma mais r\u00e1pida, mais f\u00e1cil e mais ampla do que as not\u00edcias reais. O motor da mentira na internet n\u00e3o \u00e9 composto s\u00f3 por rob\u00f4s.\u00a0<strong style=\"font-style: inherit;\">S\u00e3o as pr\u00f3prias pessoas que, levadas por sentimentos de surpresa, repulsa e medo, compartilham as &#8220;fake\u00a0news&#8221; de forma abundante<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses achados est\u00e3o no maior estudo j\u00e1 feito sobre a dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas na internet, publicado na revista Science nesta quinta (8). Pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos EUA, analisaram cerca de 126 mil not\u00edcias que circularam no Twitter no per\u00edodo entre 2006 e 2017. Elas foram tuitadas por cerca de 3 milh\u00f5es de pessoas e retuitadas mais de 4,5 milh\u00f5es de vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No estudo, as not\u00edcias foram designadas como verdadeiras ou falsas com base na verifica\u00e7\u00e3o feita por seis organiza\u00e7\u00f5es independentes de checagem de fatos. Os pesquisadores buscaram ent\u00e3o apontar a probabilidade de uma not\u00edcia publicada na rede criar uma &#8220;cascata&#8221; de republica\u00e7\u00f5es.\u00a0<strong style=\"font-style: inherit;\">A an\u00e1lise dos tu\u00edtes e retu\u00edtes mostrou que a chance de uma not\u00edcia falsa ser repassada \u00e9 70% maior do que a de not\u00edcias verdadeiras.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A propens\u00e3o para compartilhar uma not\u00edcia falsa n\u00e3o depende de quanto a pessoa use as redes sociais, h\u00e1 quanto tempo \u00e9 usu\u00e1ria das redes e de qu\u00e3o grande seja o n\u00famero de seguidores ou de perfis acompanhados que possua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Descobrimos que as not\u00edcias falsas s\u00e3o mais inusitadas do que as verdadeiras, o que sugere que as pessoas foram mais propensas a compartilhar informa\u00e7\u00f5es inusitadas&#8221;, dizem Soroush Vosoughi, Deb Roy e Sinan Aral no estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com os pesquisadores, &#8220;a novidade atrai a aten\u00e7\u00e3o humana, contribui para a tomada de decis\u00e3o e encoraja o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es&#8221;. Isso porque &#8220;a novidade atualiza nossa compreens\u00e3o do mundo&#8221;. &#8220;Quando a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 nova, n\u00e3o \u00e9 apenas surpreendente, mas tamb\u00e9m mais valiosa, na medida em que transmite um status social de que [a pessoa] est\u00e1 &#8216;por dentro&#8217; ou &#8216;sabendo&#8217; das informa\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores tamb\u00e9m verificaram que as fake news analisadas eram significativamente mais relacionados a informa\u00e7\u00f5es do que as not\u00edcias verdadeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos v\u00e1rios tipos existentes, as\u00a0<strong style=\"font-style: inherit;\">not\u00edcias falsas que falavam sobre pol\u00edtica tiveram propaga\u00e7\u00e3o mais intensa, se espalhando tr\u00eas vezes mais do que not\u00edcias falsas de outros assuntos<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, &#8220;fake\u00a0news&#8221; sobre terrorismo, desastres naturais, ci\u00eancia, lendas urbanas e informa\u00e7\u00f5es financeiras se disseminaram na rede de forma mais r\u00e1pida e mais f\u00e1cil do que suas similares verdadeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Pablo Ortellado, professor de Gest\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas da USP e colunista da &#8220;Folha de S. Paulo&#8221;, o que faz com que not\u00edcias falsas se tornem &#8220;virais&#8221; \u00e9 o apelo a sentimentos pol\u00edticos das pessoas em um momento de polariza\u00e7\u00e3o da sociedade. Contudo, as not\u00edcias verdadeiras que apelam para esses mesmos sentimentos tamb\u00e9m atingem grande desempenho nas redes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As not\u00edcias falsas s\u00e3o desenhadas para atingir o cora\u00e7\u00e3o dos sentimentos fortes, de medo, rejei\u00e7\u00e3o e surpresa. Mas as not\u00edcias verdadeiras disputam com elas, os jornalistas sabem que se tocarem no sentimento das pessoas, v\u00e3o ter compartilhamento maior&#8221;, afirma Ortellado, que realiza pesquisa sobre &#8220;fake news&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ortellado, que n\u00e3o participou da pesquisa publicada na revista cient\u00edfica\u00a0Science, faz a ressalva de que \u00e9 necess\u00e1rio tomar o cuidado ao fazer compara\u00e7\u00f5es de desempenho entre not\u00edcias falsas e verdadeiras com base no que \u00e9 checado por organiza\u00e7\u00f5es que verificam a veracidade de not\u00edcias. &#8220;Not\u00edcias que s\u00e3o marcadas como falsas [por essas organiza\u00e7\u00f5es] s\u00e3o as que viralizam. S\u00e3o as not\u00edcias falsas que deram certo&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o pesquisador, a principal conclus\u00e3o do estudo publicado na Science &#8220;n\u00e3o \u00e9 que a mentira se espalha mais r\u00e1pido que a verdade&#8221;, mas sim que &#8220;coisas que apelam a sentimentos pol\u00edticos [e outras emo\u00e7\u00f5es] se difundem mais rapidamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Not\u00edcias Uol.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Not\u00edcias falsas, as chamadas &#8220;fake\u00a0news&#8221;, espalham-se pelas redes sociais de&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/fake-news-apelam-e-viralizam-mais-do-que-noticias-reais-mostra-estudo\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6859,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[67,50,70,65,51,62,43,52,63,66,64,71,53,54,46,60,47,56,61,58,69,59],"class_list":{"0":"post-6858","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias","8":"tag-capacitacao","9":"tag-emissoras-de-radio","10":"tag-emissoras-de-radio-e-tv","11":"tag-emissoras-de-tv","12":"tag-encontro-regional","13":"tag-gestao","14":"tag-mctic","15":"tag-migracao-am-fm","16":"tag-planejamento-estrategico","17":"tag-radio-e-tv","18":"tag-redes-sociais","19":"tag-reforma-trabalhista","20":"tag-representante-patronal","21":"tag-santa-catarina","22":"tag-sc","23":"tag-seminarios","24":"tag-sertsc","25":"tag-sindicato-patronal","26":"tag-televisao","27":"tag-tv","28":"tag-tv-aberta","29":"tag-tv-digital"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6858"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6858\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}