{"id":5206,"date":"2017-07-24T15:32:11","date_gmt":"2017-07-24T18:32:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=5206"},"modified":"2017-07-24T15:32:11","modified_gmt":"2017-07-24T18:32:11","slug":"quais-sao-os-desafios-da-televisao-aberta-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/quais-sao-os-desafios-da-televisao-aberta-no-brasil\/","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o os desafios da televis\u00e3o aberta no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos cinco anos, a televis\u00e3o teve um crescimento tanto no percentual de aparelhos ligados quanto no tempo m\u00e9dio di\u00e1rio dedicado \u00e0 atividade. Mesmo com consumo de m\u00eddia sendo diversificado em outras telas e plataformas, o meio manteve crescimento. Em 2016, por exemplo, o tempo que o telespectador dedicou ao consumo de\u00a0TV\u00a0(aberta\u00a0e por assinatura) aumentou 16 minutos em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Em m\u00e9dia, os brasileiros assistiram 6 horas e 17 minutos de conte\u00fado televisivo por dia em 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.adnews.com.br\/T7sDp_584wPosi1GyJtVNn6fdbU=\/top\/smart\/media.adnews.com.br\/media\/archives\/2017\/07\/17\/3078102870-.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses n\u00fameros, revelados pela\u00a0<strong>d<\/strong><strong>iretora comercial da Kantar IBOPE Media no Brasil\u00a0<\/strong>s\u00e3o surpreendentes, o que n\u00e3o significa que este meio de comunica\u00e7\u00e3o sexagen\u00e1rio n\u00e3o tenha enormes desafios pela frente nos pr\u00f3ximos anos. \u201c\u00c9 poss\u00edvel dizer que a televis\u00e3o mant\u00e9m seu papel de destaque devido ao seu alto poder de alcance: est\u00e1 presente em praticamente todos os lares brasileiros, atingindo um n\u00famero consider\u00e1vel de pessoas. O desafio \u00e9 compreender esse telespectador. A\u00a0TV\u00a0j\u00e1 faz parte da vida dele, o que precisamos \u00e9 nos aprofundar em como esse conte\u00fado \u00e9 consumido e em como esse h\u00e1bito impacta no dia a dia das pessoas\u201d, explica Dora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.adnews.com.br\/WIQ0M6V_O5FCRRLcfy0wl8H8H50=\/top\/smart\/media.adnews.com.br\/media\/archives\/2017\/07\/17\/1732468811-.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo<strong>\u00a0Flavio Ferrari, diretor-geral da divis\u00e3o de Media Measurement da GfK no Brasil,\u00a0<\/strong>n\u00e3o faz mais sentido falar em desafios apena da televis\u00e3o aberta como algo separado. Para ele, a TV \u00e9 apenas uma forma de distribui\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e as marcas de m\u00eddia j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o definidas nem est\u00e3o limitadas por plataformas verticais de distribui\u00e7\u00e3o. Em sua vis\u00e3o, \u00e9 preciso sim falar sobre dos desafios das marcas de m\u00eddia que seguem prioritariamente suportadas pelo modelo de neg\u00f3cio de televis\u00e3o aberta. \u201cA distribui\u00e7\u00e3o massiva de conte\u00fado de v\u00eddeo, que era uma exclusividade de concession\u00e1rios, deixou de ser h\u00e1 algum tempo, mas o acesso a conte\u00fado de v\u00eddeo por outras plataformas que n\u00e3o as de transmiss\u00e3o convencional da televis\u00e3o aberta era limitada (e cara). Essas barreiras est\u00e3o deixando de existir e o expertise para produ\u00e7\u00e3o, curadoria e gest\u00e3o de conte\u00fados de v\u00eddeo vem sendo gradativamente dominado por outros agentes do mercado\u201d, argumenta Ferrari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante deste racioc\u00ednio, o diretor da GfK acredita que o grande desafio das marcas de m\u00eddia que nasceram como TV aberta \u00e9 competir nesse novo cen\u00e1rio e construir um significado relevante para os consumidores atrav\u00e9s de sua compet\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o, curadoria e distribui\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados em m\u00faltiplas plataformas, al\u00e9m de conceber novos modelos de neg\u00f3cio para dar suporte ao redesenho de sua atividade. \u201cDa mesma forma, os institutos de pesquisa tamb\u00e9m precisam oferecer solu\u00e7\u00f5es de aferi\u00e7\u00e3o de desempenho e m\u00e9tricas capazes de atender as novas demandas. Um bom exemplo \u00e9 o trabalho que vem sendo realizado pela GfK e a Nielsen no Brasil que, em conjunto, oferecem o Total Ad Ratings (TAR), um processo pelo qual as campanhas de televis\u00e3o e online s\u00e3o avaliadas separadamente e metodologicamente combinadas. Al\u00e9m disso, a GfK j\u00e1 est\u00e1 trabalhando na integra\u00e7\u00e3o de seu painel de medi\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia de televis\u00e3o com o painel online (GXL \u2013 GfK Crossmedia Link)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.adnews.com.br\/_u9bADQLA193AsBN-ZAmQJxI-mg=\/top\/smart\/media.adnews.com.br\/media\/archives\/2017\/07\/17\/3118735414-.jpg\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do evidente desafio da quest\u00e3o multiplataforma,\u00a0<strong>Marcelo Parada, diretor Comercial e de Marketing do SBT,\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m menciona o conturbado cen\u00e1rio econ\u00f4mico do pa\u00eds como uma importante barreira a ser ultrapassada. \u201cAcredito que todas as emissoras est\u00e3o empenhadas em avan\u00e7ar cada vez mais\u00a0na entrega de um conte\u00fado\u00a0multiplataforma rent\u00e1vel e de qualidade.\u00a0O\u00a0SBT quer ser reconhecido como produtor e distribuidor de conte\u00fado. Al\u00e9m disso, estamos sendo desafiados pela atual situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Pa\u00eds, que afeta todo o mercado de m\u00eddia nacional\u201d, afirma Parada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ele, o mais importante \u00e9 manter a relev\u00e2ncia, que n\u00e3o pode ser em nenhum momento desprezada. \u201cNo caso da\u00a0TV\u00a0aberta, foi constru\u00eddo um modelo de neg\u00f3cio que valoriza a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado de qualidade e distribui\u00e7\u00e3o abrangente, associado a um forte v\u00ednculo com a vida e h\u00e1bitos dos brasileiros. \u00c9 um custo elevado e n\u00e3o podemos sacrificar nossa proposta de valor, que \u00e9 o que garante a relev\u00e2ncia e resultados. Estamos falando do meio de maior alcance, influ\u00eancia e retorno sobre os investimentos. O SBT alcan\u00e7a\u00a0todos os lares brasileiros\u00a0na\u00a0TV\u00a0e tem mais de 800 milh\u00f5es de pageviews nas plataformas digitais por m\u00eas. \u00c9 uma audi\u00eancia engajada e bastante expressiva\u201d, defende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.adnews.com.br\/rTxOU1qAukGZGOksGnba4V6ZSIc=\/top\/smart\/media.adnews.com.br\/media\/archives\/2017\/07\/17\/4241526433-.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com tantos mudan\u00e7as e inova\u00e7\u00f5es do mercado de comunica\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, para\u00a0<strong>Sergio Valente, diretor de Comunica\u00e7\u00e3o da Globo,\u00a0<\/strong>os desafios s\u00e3o os mesmos de 50 anos atr\u00e1s, quando a emissora foi fundada: alcan\u00e7ar audi\u00eancia e trazer relev\u00e2ncia para a popula\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso apresentar conte\u00fados que fa\u00e7am a diferen\u00e7a na vida das pessoas, no entretenimento, no jornalismo, no esporte ou mesmo em uma abordagem com tem\u00e1tica social. N\u00e3o \u00e9 simplesmente buscar uma audi\u00eancia, mas construir uma audi\u00eancia relevante, pautar e acrescentar conversas. Tem uma coisa que o diretor geral, Carlos Henrique Schroeder fala sobre o \u2018ao vivo\u2019: n\u00f3s geramos a sensa\u00e7\u00e3o do ao vivo. Isso \u00e9 muito verdade: o \u2018ao vivo\u2019 na\u00a0TV\u00a0aberta, que \u00e9 para todos, gratuita, geral, tem a condi\u00e7\u00e3o de pautar a agenda das pessoas naquele momento e conseguir, atrav\u00e9s do conte\u00fado, gerar conversas. Quando a gente consegue isso, \u00e9 m\u00e1gico\u201d, explica Valente.<\/p>\n<p>Em sua \u00f3tica, apenas pensando na quest\u00e3o da relev\u00e2ncia \u00e9 que ser\u00e1 poss\u00edvel atingir o grande objetivo da\u00a0TV\u00a0aberta: falar simultaneamente com milh\u00f5es de pessoas, fazer parte destas conversas e gerar novas conversas. \u201cBingo! Seja atrav\u00e9s de um jogo de futebol, um espet\u00e1culo musical, uma novela, uma not\u00edcia. Gerar conversas. Sempre que a\u00a0TV\u00a0aberta\u00a0fizer parte dessas conversas, estar\u00e1 atingindo o seu objetivo, que \u00e9 trazer relev\u00e2ncia para a vida das pessoas atrav\u00e9s dos seus conte\u00fados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.adnews.com.br\/DlnVlqC214AePpO5begDGKMdDNU=\/top\/smart\/media.adnews.com.br\/media\/archives\/2017\/07\/17\/1558879574-.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sintonia com o que dizem os outros players do mercado,\u00a0<strong>Luiz Claudio Costa, presidente da Record\u00a0<\/strong><strong>TV,\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m ressalta a necessidade da televis\u00e3o aberta em se reinventar para continuar relevante. \u201cQuando a televis\u00e3o foi criada, o desafio era descobrir como fazer televis\u00e3o. Essa premissa torna-se ainda mais necess\u00e1ria no momento atual, quando a tecnologia nos apresenta outras formas de ver\u00a0TV, com as diversas plataformas,\u00a0e outras inova\u00e7\u00f5es que permitem efeitos que at\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s seriam inimagin\u00e1veis. Culturalmente tamb\u00e9m precisamos estar em constante transforma\u00e7\u00e3o, acompanhando as mudan\u00e7as de linguagem e acima de tudo, a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. Para que a\u00a0TV\u00a0se mantenha viva, estamos a todo momento tentando descobrir novas maneiras de criar algo novo e ainda antecipar tend\u00eancias. A\u00a0TV\u00a0aberta\u00a0enfrenta ainda um desafio muito particular, pois dialoga com p\u00fablicos dos mais diferentes perfis e agradar a todos \u00e9 uma batalha di\u00e1ria.\u00a0 Chegar \u00e0 formula perfeita que leve pra a frente da\u00a0TV\u00a0pessoas de todo o pa\u00eds, de todas as idades,\u00a0com experi\u00eancias completamente distintas, \u00e9 nossa miss\u00e3o di\u00e1ria\u201d, diz Costa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/images.adnews.com.br\/VHHheV_uBXyJKfPyNmZzwnhsCiM=\/top\/smart\/media.adnews.com.br\/media\/archives\/2017\/07\/17\/2956883176-.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na opini\u00e3o de\u00a0<strong>Henrique Collor, diretor comercial da RedeTV!,\u00a0<\/strong>o futuro tamb\u00e9m passa pela adapta\u00e7\u00e3o do conte\u00fado televis\u00e3o aos novos formatos cada vez mais consumidos, incluindo a linguagem da internet. \u201cA\u00a0TV\u00a0aberta\u00a0tem uma distribui\u00e7\u00e3o muito grande em todo territ\u00f3rio nacional. Continua sendo a forma mais eficaz de se atingir grande cobertura nos planos de m\u00eddia. Do ponto de vista de audi\u00eancia, o maior desafio \u00e9 adaptar as produ\u00e7\u00f5es dos programas aos novos formatos que o p\u00fablico que est\u00e1 acostumado a consumir na internet, por exemplo. Na RedeTV! temos o Encrenca, que\u00a0hoje\u00a0\u00e9 um grande sucesso de audi\u00eancia e soube entender esta tend\u00eancia. O programa traz para a\u00a0TV\u00a0o comportamento de navega\u00e7\u00e3o\u00a0espont\u00e2nea (o mesmo que acontece quando se acessa o Youtube) aliado \u00e0 irrever\u00eancia e carisma dos apresentadores. Isso faz com que o telespectador se sinta muito \u00e0 vontade e interaja muito com o programa\u00a0atrav\u00e9s de diversas plataformas\u201d, conclui Collor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: ADNews.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos cinco anos, a televis\u00e3o teve um crescimento tanto&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/quais-sao-os-desafios-da-televisao-aberta-no-brasil\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5207,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5206","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-artigos"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5206","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5206"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5206\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}