{"id":3478,"date":"2017-01-04T09:00:08","date_gmt":"2017-01-04T11:00:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=3478"},"modified":"2017-01-04T09:00:08","modified_gmt":"2017-01-04T11:00:08","slug":"o-que-esperar-dos-meios-de-comunicacao-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/o-que-esperar-dos-meios-de-comunicacao-em-2017\/","title":{"rendered":"O que esperar dos meios de comunica\u00e7\u00e3o em 2017?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">2016 durar\u00e1 mais que um ano. Suas cicatrizes se revelar\u00e3o em cada movimento de 2017, cuja chegada gera uma expectativa que se expande como ar. Essa sensa\u00e7\u00e3o, t\u00e3o t\u00edpica de 31 de dezembro, j\u00e1 contagiou todos os outros dias. A vida poderia ser medida em cis\u00f5es por minuto. E a comunica\u00e7\u00e3o tem muito a ver com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos setores mudam t\u00e3o incessantemente quanto o de m\u00eddia. Tal dinamismo seria at\u00e9 natural num mercado sustentado pela venda de segundos, cent\u00edmetros e pixels. Entretanto, com o perd\u00e3o do trocadilho, parece que os ve\u00edculos trafegam por uma pista que muda de tra\u00e7ado a todo instante. Antes, atingir simultaneamente uma grande massa de p\u00fablico era caminho seguro que levava para grandes faturamentos. Hoje, nem tanto. Primeiro porque, em se tratando de audi\u00eancia, termos como \u201cgrande\u201d ou \u201cpequeno\u201d s\u00e3o cada vez mais relativos diante da profus\u00e3o de nichos. Segundo porque o consumidor mudou e, mesmo inserido numa comunidade maior, ele deseja sentir que seu gosto e sua rotina s\u00e3o respeitados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>on demand<\/em> \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o digital que rompeu o modelo de neg\u00f3cio da m\u00eddia tradicional. Cada um a seu modo e a seu tempo se enxerga na tela das <em>smart TVs<\/em> e dos <em>smartphones<\/em>. N\u00e3o que eles sejam as tais \u201ccaixas de pandora\u201d definitivas que alguns chegaram a pensar que fossem os computadores <em>desktop<\/em>. Continuar\u00e3o existindo diferentes <em>devices<\/em> para diferentes circunst\u00e2ncias. Contudo, n\u00e3o se pode ignorar a for\u00e7a de atra\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e pessoas que esses aparelhos t\u00eam. Ao entregarem tudo quando, onde e como os consumidores querem, eles obrigam as empresas de comunica\u00e7\u00e3o a mudarem t\u00e3o rapidamente quanto voc\u00ea digita uma mensagem no WhatsApp. Este ser\u00e1 o ritmo de 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas essas mudan\u00e7as geram conflitos. Alguns deles ser\u00e3o aprofundados neste ano que come\u00e7a. Um dos mais fortes \u00e9 aquele travado entre as redes sociais, notadamente o Facebook, e os ve\u00edculos tradicionais. A mudan\u00e7a no algoritmo do <em>feed<\/em> de not\u00edcias ? onde informa\u00e7\u00f5es falsas mereceram altos n\u00edveis de engajamento ?,\u00a0 a queda na relev\u00e2ncia das <em>fan pages<\/em> ? como que for\u00e7ando seus administradores, incluindo os ve\u00edculos, a pagarem para encorpar seus n\u00fameros ?, al\u00e9m da falta de transpar\u00eancia da empresa com rela\u00e7\u00e3o a suas pr\u00e1ticas e m\u00e9tricas, comp\u00f5em um cen\u00e1rio explosivo. Al\u00e9m disso, a prioriza\u00e7\u00e3o dos v\u00eddeos tem for\u00e7ado m\u00eddias como r\u00e1dio, jornal e revista a investirem num tipo de produ\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhes \u00e9 familiar, criando um custo cujo retorno ainda \u00e9 incerto. Caso o Facebook n\u00e3o responda bem a essa press\u00e3o que ele pr\u00f3prio tem criado, pode deteriorar ainda mais a sua rela\u00e7\u00e3o com as empresas de conte\u00fado, provocando impactos a m\u00e9dio e longo prazo na forma como as pessoas se informam e se divertem pelas redes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro conflito se d\u00e1 entre os usu\u00e1rios e as prestadoras de servi\u00e7o de banda larga, insumo maior para tudo o que discutimos neste texto. S\u00e3o necess\u00e1rios novos e maiores investimentos em infraestrutura, a fim de que as operadoras consigam atender plenamente aos milh\u00f5es de clientes que elas pr\u00f3prias atra\u00edram ao longo dos \u00faltimos anos e permitam ao Brasil se desenvolver melhor em tecnologias como a realidade aumentada, a realidade virtual e a internet das coisas. Estas tecnologias poder\u00e3o ser o embri\u00e3o da renova\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio de m\u00eddia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds agrava todas essas tens\u00f5es e a situa\u00e7\u00e3o de empresas que h\u00e1 muito tempo balan\u00e7avam, mas n\u00e3o ca\u00edam. Mais do que nunca antes, 2017 exigir\u00e1 de todos os profissionais de comunica\u00e7\u00e3o a capacidade de serem empreendedores de si mesmos, encarando seus empregos, seus <em>freelas<\/em> e suas rela\u00e7\u00f5es <em>on<\/em> e <em>offline<\/em> como as pe\u00e7as de um quebra-cabe\u00e7a que, quando montado, revela a imagem que o mercado tem deles. Quanto mais bonita for esta imagem, melhor ser\u00e1 a porta profissional que se abrir\u00e1, dentro ou fora de um grande ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme escrevi num artigo para o jornal O Globo, \u201c2017 tem tudo para ser o ano da comunica\u00e7\u00e3o\u201d. Nunca a humanidade se informou tanto e isto prosseguir\u00e1. Mais do que delinearem nossas rotinas, as not\u00edcias ajudam a construir nossas cren\u00e7as e definir quem somos. Devemos lutar para transformar tanta oportunidade e tanto valor em armas na luta contra os desafios que se apresentam, a fim de que todas as pessoas possam continuar se beneficiando do trabalho daqueles que s\u00e3o especialistas em levar o mundo at\u00e9 elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Fernando Morgado &#8211; Portal Comunique-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2016 durar\u00e1 mais que um ano. 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