{"id":2223,"date":"2016-08-31T09:29:13","date_gmt":"2016-08-31T12:29:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=2223"},"modified":"2016-08-31T09:29:13","modified_gmt":"2016-08-31T12:29:13","slug":"o-radio-esta-mais-forte-agora-com-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/o-radio-esta-mais-forte-agora-com-a-internet\/","title":{"rendered":"&#8216;O r\u00e1dio est\u00e1 mais forte agora com a internet&#8217;"},"content":{"rendered":"<div><strong>Por Renato Rogenski.<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No dia 13 de fevereiro de 1946, a United Nations Radio emitiu pela primeira vez um programa simult\u00e2neo para um grupo de seis pa\u00edses. D\u00e9cadas depois a data foi escolhida pela Unesco para representar o Dia Mundial do R\u00e1dio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No Brasil, desde o seu surgimento em 1923, quando Roquete Pinto fundou a primeira emissora do pa\u00eds, o r\u00e1dio seguiu de perto os acontecimentos mais importantes da nossa sociedade. O ve\u00edculo j\u00e1 foi um grande motivo para reuni\u00f5es familiares, levou torcedores \u00e0 loucura com a narra\u00e7\u00e3o de gols importantes e despertou a imagina\u00e7\u00e3o de muitas gera\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para falar do momento atual do meio, que ganhou f\u00f4lego e novas perspectivas a partir da integra\u00e7\u00e3o com as novas m\u00eddias, o Adnews conversou com Patrick Santos, gerente de jornalismo da Jovem Pan, uma das emissoras mais tradicionais do dial brasileiro. Patrick est\u00e1 na Pan h\u00e1 20 anos. Al\u00e9m de produzir mat\u00e9rias especiais e ter vencido pr\u00eamios importantes, como o CNI, ele tamb\u00e9m apresenta o programa Os Pingos Nos Is, junto com Reinaldo Azevedo e Vitor La Regina.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Confira o bate-papo:<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Fale um pouco sobre a evolu\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio e sua integra\u00e7\u00e3o com as novas m\u00eddias (web, streaming, etc) nos \u00faltimos anos&#8230;<\/strong><\/div>\n<div>O r\u00e1dio n\u00e3o para de evoluir, tanto na busca por novas plataformas bem como por um melhor conte\u00fado (aqui em especial me refiro ao radiojornalismo). Agora \u00e9 ineg\u00e1vel que a internet ajuda a impulsionar o r\u00e1dio. Hoje a Jovem Pan oferece todo o conte\u00fado que \u00e9 ve\u00edculado na r\u00e1dio tamb\u00e9m no site e nos aplicativos. Al\u00e9m da transmiss\u00e3o em tempo real dos programas, \u00e9 poss\u00edvel ouvir os podcasts a qualquer hora, em qualquer plataforma, como no Deezer, por exemplo. A Jovem Pan explora as possibilidades da web tamb\u00e9m com a transmiss\u00e3o dos programas em v\u00eddeo, numa experi\u00eancia para o ouvinte\/internauta que vai al\u00e9m da tradicional c\u00e2mera no est\u00fadio. Outro detalhe \u00e9 que a internet fortaleceu uma das marcas do r\u00e1dio, que \u00e9 a proximidade com o ouvinte. As redes sociais e as ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea possibilitam uma intera\u00e7\u00e3o muito mais forte entre os ouvintes e os apresentadores, e com toda a programa\u00e7\u00e3o da r\u00e1dio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Quais s\u00e3o as principais oportunidades e desafios do momento do r\u00e1dio especificamente no Brasil?<\/strong><\/div>\n<div>Os desafios est\u00e3o exatamente na busca por uma melhor integra\u00e7\u00e3o com as novas m\u00eddias, como me referi acima. \u00c9 um caminho sem volta. Claro que o &#8220;dial&#8221; vai ser sempre importante, mas os n\u00fameros mostram que cada vez mais a nossa programa\u00e7\u00e3o \u00e9 acessada pelos aplicativos e agora com o streaming, ainda mais. Uma outra coisa importante e que aqui na Jovem Pan somos refer\u00eancia, \u00e9 a opini\u00e3o. Hoje a not\u00edcia est\u00e1 em todo lugar. O que as pessoas querem \u00e9 a opini\u00e3o, claro, uma opini\u00e3o embasada. O que o Reinaldo Azevedo, Joseval Peixoto, Denise Campos de Toledo (para citar alguns de nossos profissionais) pensam sobre determinado assunto? No Brasil isso ainda \u00e9 pouco explorado, tem um longo caminho pela frente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Atuando de qual maneira o r\u00e1dio pode continuar relevante no cen\u00e1rio atual da comunica\u00e7\u00e3o no Brasil, j\u00e1 que a internet \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pida quanto o r\u00e1dio e tem a vantagem de ser on demand?<\/strong><\/div>\n<div>Isso que me referi h\u00e1 pouco \u00e9 um dos motivos que faz com que o r\u00e1dio continue sendo relevante: a opini\u00e3o. Tem tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de bom conte\u00fado. O bom conte\u00fado vai ter espa\u00e7o sempre. Tenho como preocupa\u00e7\u00e3o produzir boas mat\u00e9rias e programas que atendam as demandas do momento.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Quais s\u00e3o as fontes de receita que o r\u00e1dio tem explorado pouco e pode melhorar?<\/strong><\/div>\n<div>Aqui eu acho que ainda existe muito espa\u00e7o para os chamados projetos customizados, que atendem as necessidades dos anunciantes. Hoje \u00e9 fundamental buscar estrat\u00e9gias em conjunto com o cliente. Enfim, propor ideias criativas, de baixo custo e alto impacto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>O que voc\u00ea acha de estrat\u00e9gias como naming rights e produtos patrocinados que algumas r\u00e1dios t\u00eam lan\u00e7ado m\u00e3o nos \u00faltimos tempos?<\/strong><\/div>\n<div>Eu particularmente n\u00e3o sou muito a favor da estrat\u00e9gia de naming rights, mas respeito quem busca o modelo. Acho que marcas v\u00eam e v\u00e3o, de acordo com seu momento, estrat\u00e9gias e investimentos. A r\u00e1dio que quiser identifica\u00e7\u00e3o dos ouvintes na sua frequ\u00eancia, t\u00eam que buscar uma grade que fidelize o p\u00fablico independentemente do patrocinador.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Quer acrescentar mais alguma reflex\u00e3o sobre o meio r\u00e1dio no Brasil?<\/strong><\/div>\n<div>N\u00e3o, apenas dizer que o r\u00e1dio est\u00e1 mais forte agora com a internet e tem um longo caminho pela frente.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Renato Rogenski. 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