{"id":20563,"date":"2026-07-09T12:01:28","date_gmt":"2026-07-09T15:01:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/?p=20563"},"modified":"2026-07-09T12:01:50","modified_gmt":"2026-07-09T15:01:50","slug":"pesquisa-mostra-que-ouvintes-de-radio-tem-dificuldade-para-diferenciar-vozes-humanas-de-locucoes-geradas-por-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/pesquisa-mostra-que-ouvintes-de-radio-tem-dificuldade-para-diferenciar-vozes-humanas-de-locucoes-geradas-por-ia\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra que ouvintes de r\u00e1dio t\u00eam dificuldade para diferenciar vozes humanas de locu\u00e7\u00f5es geradas por IA"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que a maioria dos ouvintes de r\u00e1dio tem dificuldade para distinguir uma locu\u00e7\u00e3o produzida por intelig\u00eancia artificial de uma grava\u00e7\u00e3o feita por um profissional. O levantamento tamb\u00e9m aponta que boa parte do p\u00fablico n\u00e3o v\u00ea problemas na ado\u00e7\u00e3o dessa tecnologia pelas emissoras, embora a transpar\u00eancia sobre o uso da IA continue sendo um fator relevante para a percep\u00e7\u00e3o dos ouvintes. O mercado tamb\u00e9m j\u00e1 observa uma rea\u00e7\u00e3o de grupos de r\u00e1dio em outras frentes, como campanhas que dizem &#8220;garantir a comunica\u00e7\u00e3o humana nas emissoras&#8221; e especialistas j\u00e1 alertaram que os comunicadores representam um dos principais diferenciais competitivos do r\u00e1dio, chamando a aten\u00e7\u00e3o para os riscos de cortes nas equipes. Acompanhe:<\/p>\n<p>O estudo em quest\u00e3o foi conduzido pela Crowd React Media, divis\u00e3o da Harker Bos Group, entre os meses de maio e junho, com a participa\u00e7\u00e3o de 1.326 ouvintes de r\u00e1dio que acompanham o meio semanalmente. O objetivo foi avaliar como o p\u00fablico percebe vozes geradas por intelig\u00eancia artificial em compara\u00e7\u00e3o com locu\u00e7\u00f5es humanas profissionais. Os dados foram repercutidos pela m\u00eddia especializada norte-americana, como o portal RadioINK.<\/p>\n<p>De acordo com a m\u00eddia local, para a pesquisa foram produzidas duas pe\u00e7as de \u00e1udio: uma campanha institucional sobre uma promo\u00e7\u00e3o de cart\u00f5es de combust\u00edvel e outra com uma mensagem de conscientiza\u00e7\u00e3o para o Dia das M\u00e3es. Cada roteiro recebeu duas vers\u00f5es: uma narrada pelo locutor profissional Neil Wilson e outra recriada por intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>Os participantes, com idade entre 18 e 45 anos, foram divididos em dois grupos. Metade ouviu as vers\u00f5es gravadas por um locutor, e a outra metade recebeu os mesmos conte\u00fados gerados por IA, sem qualquer identifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da origem da voz.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que 59% dos entrevistados que ouviram a locu\u00e7\u00e3o humana acertaram ao identificar que se tratava de uma voz real. J\u00e1 entre aqueles que ouviram a vers\u00e3o produzida por intelig\u00eancia artificial, 55% acreditaram que a grava\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m havia sido feita por um locutor humano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o, a pesquisa avaliou aspectos como profissionalismo, autenticidade, credibilidade, energia e simpatia das vozes. Em praticamente todos os crit\u00e9rios, as diferen\u00e7as entre as vers\u00f5es humana e artificial ficaram dentro da margem estat\u00edstica, indicando desempenho semelhante. No \u00edndice geral de aprova\u00e7\u00e3o da primeira pe\u00e7a, a locu\u00e7\u00e3o humana obteve 60%, enquanto a vers\u00e3o criada por IA registrou 61%.<\/p>\n<p>A \u00fanica diferen\u00e7a considerada estatisticamente significativa apareceu no atributo relacionado ao humor. Entre os ouvintes que escutaram a locu\u00e7\u00e3o humana, 33% classificaram a voz como divertida, contra 26% dos que ouviram a vers\u00e3o gerada por intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m investigou como os ouvintes reagem ao saber que uma emissora utiliza vozes produzidas por IA. Nesse cen\u00e1rio, 47% afirmaram que essa informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o altera sua percep\u00e7\u00e3o sobre a r\u00e1dio. Outros 21% disseram que passariam a enxergar a emissora de forma mais positiva, enquanto 33% afirmaram que a avalia\u00e7\u00e3o se tornaria menos favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Quando questionados de forma mais ampla sobre o uso de vozes geradas por intelig\u00eancia artificial na publicidade e na m\u00eddia, 44% demonstraram uma percep\u00e7\u00e3o positiva, 30% mantiveram posi\u00e7\u00e3o neutra e 26% declararam opini\u00e3o negativa.<\/p>\n<p>Os coment\u00e1rios espont\u00e2neos dos participantes revelaram percep\u00e7\u00f5es distintas ap\u00f3s a revela\u00e7\u00e3o da origem das locu\u00e7\u00f5es. Entre aqueles que ouviram a vers\u00e3o humana, muitos afirmaram sentir maior valoriza\u00e7\u00e3o ao descobrir que havia um profissional por tr\u00e1s da grava\u00e7\u00e3o. Alguns relataram que permaneceriam ouvindo a emissora justamente por manter locutores reais.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os participantes expostos \u00e0s vozes sint\u00e9ticas, as cr\u00edticas concentraram-se principalmente na quest\u00e3o da confian\u00e7a. Parte dos entrevistados afirmou que o uso da intelig\u00eancia artificial poderia transmitir a sensa\u00e7\u00e3o de falta de transpar\u00eancia por parte da emissora. Em contrapartida, outros destacaram a naturalidade da locu\u00e7\u00e3o e classificaram a tecnologia como inovadora. Houve ainda quem defendesse o uso da IA apenas em chamadas r\u00e1pidas, vinhetas e comerciais, mas n\u00e3o na substitui\u00e7\u00e3o de comunicadores que ocupam espa\u00e7os regulares na programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O uso da voz sint\u00e9tica precisa de transpar\u00eancia<\/p>\n<p>Para Katie Miller, fundadora da Crowd React Media, os resultados sugerem que o principal desafio para o r\u00e1dio n\u00e3o est\u00e1 necessariamente na qualidade das vozes geradas por intelig\u00eancia artificial, mas, sim, na forma como as emissoras comunicam esse uso ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Entre os ouvintes que escutaram a locu\u00e7\u00e3o humana, 48% passaram a avaliar o conte\u00fado de maneira mais positiva ap\u00f3s descobrirem que a grava\u00e7\u00e3o havia sido feita por uma pessoa, enquanto apenas 4% disseram ter mudado de opini\u00e3o negativamente. No grupo que ouviu a vers\u00e3o produzida por IA, 25% relataram melhora na percep\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a revela\u00e7\u00e3o, contra 20% que passaram a enxergar o conte\u00fado de forma menos favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os resultados ampliam o debate sobre a ado\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial no r\u00e1dio norte-americano. Enquanto a iHeartMedia transformou a utiliza\u00e7\u00e3o exclusiva de profissionais humanos em um diferencial de mercado por meio da campanha &#8220;Guaranteed Human&#8221;, com essa mensagem presente em spots e vinhetas entre as m\u00fasicas, baseada em pesquisas internas que apontam a prefer\u00eancia dos consumidores por conte\u00fados produzidos por pessoas, outras empresas seguem investindo em solu\u00e7\u00f5es baseadas em IA.<\/p>\n<p>Um dos exemplos \u00e9 a Entravision, que desde 2025 utiliza na Jose 97.5 (KLYY), de Los Angeles, a personagem Coyotec, apresentada como a primeira coapresentadora de r\u00e1dio latina criada por intelig\u00eancia artificial. A empresa afirma que a iniciativa, ao lado da comunicadora Geraldine &#8220;GeeGee&#8221; Guzman, contribuiu para um crescimento de 75% na audi\u00eancia semanal entre homens hisp\u00e2nicos de 25 a 54 anos entre mar\u00e7o e abril deste ano.<\/p>\n<p>E no final do ano passado, em meio a um cen\u00e1rio de cortes or\u00e7ament\u00e1rios e constantes reestrutura\u00e7\u00f5es no setor de radiodifus\u00e3o, especialistas em programa\u00e7\u00e3o refor\u00e7am a import\u00e2ncia de preservar comunicadores no ar, destacando que personalidade, autenticidade e conex\u00e3o humana s\u00e3o os principais diferenciais competitivos do r\u00e1dio. O alerta foi feito durante o \u00faltimo CRS360 Audio Avengers: Radio Superpower Is Talent.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20408 aligncenter\" src=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1-300x200.jpg 300w, https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1-768x512.jpg 768w, https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Fonte: Tudo R\u00e1dio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que a maioria&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/pesquisa-mostra-que-ouvintes-de-radio-tem-dificuldade-para-diferenciar-vozes-humanas-de-locucoes-geradas-por-ia\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20408,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33,3],"tags":[],"class_list":["post-20563","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-destaques","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20563"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20565,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20563\/revisions\/20565"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20408"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}