{"id":20323,"date":"2025-10-06T09:36:15","date_gmt":"2025-10-06T12:36:15","guid":{"rendered":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/?p=20323"},"modified":"2025-10-06T09:36:15","modified_gmt":"2025-10-06T12:36:15","slug":"metade-dos-brasileiros-ja-confia-na-inteligencia-artificial-para-tarefas-diarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/metade-dos-brasileiros-ja-confia-na-inteligencia-artificial-para-tarefas-diarias\/","title":{"rendered":"Metade dos brasileiros j\u00e1 confia na Intelig\u00eancia Artificial para tarefas di\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p>Mais da metade dos brasileiros se sentem confort\u00e1veis em depender da intelig\u00eancia artificial para tarefas do dia a dia. \u00c9 o que revela a pesquisa global realizada pela YouGov e encomendada pela Zendesk.<\/p>\n<p>Segundo os dados levantados, 75% dos brasileiros afirmam confiar na IA para tarefas como organiza\u00e7\u00e3o de listas de afazeres e calend\u00e1rios. Em seguida, aparecem atividades como agendar reuni\u00f5es e gerenciar e-mails, op\u00e7\u00e3o escolhida por 64% dos respondentes.<\/p>\n<p>Os resultados apontam para uma nova era do uso da IA no Brasil, que j\u00e1 se consolida entre os pa\u00edses mais adeptos da tecnologia, ao lado da \u00cdndia e Singapura. A utiliza\u00e7\u00e3o vai desde atividades pessoais at\u00e9 corporativas, com foco em efici\u00eancia e personaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a confian\u00e7a ainda representa uma barreira no uso da tecnologia para atividades mais sens\u00edveis. Segundo o estudo, apenas 39% dos respondentes globais confiariam em um assistente para tomar decis\u00f5es relacionadas a finan\u00e7as.<\/p>\n<p>No Brasil, esse cen\u00e1rio se apresenta de maneira diferente: apesar da incerteza quanto a seguran\u00e7a da IA, sete em cada dez brasileiros afirmam confiar na tecnologia para gerenciar suas finan\u00e7as no dia a dia.<\/p>\n<p>\u201cO consumidor brasileiro \u00e9 muito aberto \u00e0 mudan\u00e7a, mas ela tem que ser segura. O setor financeiro \u00e9 muito cr\u00edtico, por isso \u00e9 importante que haja transpar\u00eancia nos processos para isso acontecer\u201d, afirma Walter Hildebrandi, CTO da Zendesk. \u201cSe as empresas hoje est\u00e3o no momento de buscar confian\u00e7a na tecnologia, o consumidor tamb\u00e9m vai passar por esse momento, principalmente com os assistentes pessoais\u201d.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses que s\u00e3o mais adeptos ao uso da IA, a confian\u00e7a se mostra maior: na \u00cdndia, por exemplo, 37% das pessoas afirmam confiar totalmente ou em grande parte na tecnologia. J\u00e1 na Alemanha e Reino Unido, o n\u00famero cai para menos de um em cada dez pessoas.<\/p>\n<p>Outros fatores que contribuem para certa resist\u00eancia incluem seguran\u00e7a e privacidade dos dados (57%), transpar\u00eancia sobre a tomada de decis\u00f5es (48%) e possibilidade de supervis\u00e3o humana (46%).<\/p>\n<p>A pesquisa da Zendesk releva ainda que aproximadamente um ter\u00e7o dos entrevistados aceitariam compartilhar dados b\u00e1sicos e pessoais com a intelig\u00eancia artificial, caso houvesse uma garantia real de privacidade.<\/p>\n<p>Esses dados mostram que o p\u00fablico est\u00e1 aberto a deixar que a IA cuide de tarefas repetitivas do dia a dia em troca dos benef\u00edcios que a tecnologia oferece. A possibilidade, no entanto, enfrenta resist\u00eancia em pa\u00edses da Europa, com 56% dos brit\u00e2nicos e 49% dos alem\u00e3es afirmando n\u00e3o se sentirem confort\u00e1veis com nenhum tipo de concess\u00e3o.<\/p>\n<p>O CEO da Zendesk, Tom Eggemeier, explica que essa diferen\u00e7a est\u00e1 muito relacionada com a cultura de cada pa\u00eds. A Fran\u00e7a e o Reino Unido, por exemplo, s\u00e3o historicamente mais cr\u00edticos e questionadores, enquanto o Brasil e Singapura j\u00e1 possuem uma cultura mais voltada \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o, com popula\u00e7\u00f5es mais jovens e \u00e1vidas a descobrir, o que acaba impulsionando a transforma\u00e7\u00e3o digital nessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Substitui\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o humana<\/p>\n<p>As promessas de efici\u00eancia, escalabilidade e personaliza\u00e7\u00e3o trazidas pela intelig\u00eancia artificial a tornam muito atrativa, principalmente no ambiente corporativo, mas ao passo que o uso da tecnologia se intensifica, aumentam tamb\u00e9m as discuss\u00f5es sobre a import\u00e2ncia da intera\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa da Zendesk, mais da metade dos brasileiros prefere falar com assistentes humanos em vez de bots em situa\u00e7\u00f5es de estresse, como um problema urgente ou viagens interrompidas.<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o ainda mais expressivos quando o assunto \u00e9 atendimento ao cliente e intera\u00e7\u00e3o com marcas. Apesar de 64% dos brasileiros confiarem em assistentes IA para tornar o suporte mais r\u00e1pido, 67% concordam que empresas ainda n\u00e3o sabem como integrar a tecnologia no atendimento ao cliente.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas precisam entender que IA \u00e9 muito mais do que um chatbot, tem milh\u00f5es de aplica\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o \u00e9 fundamental direcion\u00e1-la para core da opera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Hildebrandi. \u201cNa Zendesk, por exemplo, falamos muito da IA para controle de qualidade: na ind\u00fastria de CX voc\u00ea consegue uma amostra de 3% ou 4% dos tickets e escuta, mas com a IA voc\u00ea consegue cobrir 100% das intera\u00e7\u00f5es, o que possibilita um n\u00edvel de conhecimento muito maior\u201d, explica.<\/p>\n<p>O CTO destaca que a forma como a tecnologia vem sendo incorporada aponta para um cen\u00e1rio em que os assistentes pessoais dos consumidores passar\u00e3o a interagir diretamente com os assistentes virtuais das marcas. Essa tend\u00eancia promete ganhos de efici\u00eancia operacional, mas tamb\u00e9m negligencia o contato humano, comprometendo a constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos genu\u00ednos entre marca e p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 que as empresas est\u00e3o prontas para esse momento de perder o contato com o consumidor?\u201d, diz Hildebrandi, destacando que cabe \u00e0s empresas repensar a experi\u00eancia de atendimento com IA. \u201cEsse redesenho envolve incluir humanos em opera\u00e7\u00f5es que hoje n\u00e3o os envolvem, al\u00e9m de repensar como a marca vai engajar os consumidores nesse futuro onde bot fala com bot\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa revela, ainda, que em caso de erros cometidos pelo assistente de IA, a maioria dos entrevistados ao redor do mundo optariam por recorrer \u00e0 ajuda humana. A tend\u00eancia se intensifica em erros relacionados \u00e0 finan\u00e7as, sa\u00fade ou viola\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p>Pilares como seguran\u00e7a, transpar\u00eancia e supervis\u00e3o ganham nova import\u00e2ncia na era da IA, e tendem a se tornar chaves centrais para marcas que integram a tecnologia em seus processos.<\/p>\n<p>\u201cEntendemos que existe toda uma press\u00e3o da sociedade e dos acionistas para a implementa\u00e7\u00e3o de IA, mas esse clamor muito r\u00e1pido pela IA n\u00e3o deveria comer etapas que s\u00e3o fundamentais para ter uma ado\u00e7\u00e3o segura e gerar confian\u00e7a nas empresas. Voc\u00ea tem que ter m\u00e9tricas e objetivos que sejam claros e mensur\u00e1veis\u201d, afirma Hildebrand.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-20130 aligncenter\" src=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/site-2-300x200.png\" alt=\"\" width=\"482\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/site-2-300x200.png 300w, https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/site-2-768x513.png 768w, https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/site-2.png 900w\" sizes=\"(max-width: 482px) 100vw, 482px\" \/><\/p>\n<p>Fonte: Meio &amp; Mensagem<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade dos brasileiros se sentem confort\u00e1veis em depender&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/metade-dos-brasileiros-ja-confia-na-inteligencia-artificial-para-tarefas-diarias\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20130,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33,3],"tags":[],"class_list":{"0":"post-20323","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20323"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20324,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20323\/revisions\/20324"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}