{"id":17341,"date":"2022-01-05T11:25:50","date_gmt":"2022-01-05T14:25:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=17341"},"modified":"2022-01-05T11:25:50","modified_gmt":"2022-01-05T14:25:50","slug":"videos-curtos-o-que-marcas-e-creators-podem-esperar-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/videos-curtos-o-que-marcas-e-creators-podem-esperar-em-2022\/","title":{"rendered":"V\u00eddeos curtos: o que marcas e creators podem esperar em 2022?"},"content":{"rendered":"<p>No fim de dezembro, um relat\u00f3rio divulgado pela empresa de solu\u00e7\u00f5es digitais Cloudflare apresentou um dado que pode ser considerado surpreendente. De acordo com o Year in Review da empresa, a rede social TikTok teria sido, na m\u00e9dia, o territ\u00f3rio mais acessado do ambiente digital, superando o Google. No ano passado, nesse mesmo relat\u00f3rio, a plataforma da chinesa ByteDance ocupava a oitava posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses dados a respeito do tr\u00e1fego da rede social atestam a popularidade do TikTok e das demais plataformas de v\u00eddeos curtos, que se tornaram o espa\u00e7o preferido da Gera\u00e7\u00e3o Z no ambiente online e que vem, nos \u00faltimos dois anos, em uma crescente n\u00e3o apenas em termos de quantidade de usu\u00e1rios mas tamb\u00e9m de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>No ano passado, j\u00e1 impulsionada pelo sucesso que o TikTok vinha fazendo no Pa\u00eds em 2020, a empresa aprimorou a divis\u00e3o TikTok for Business, dedicada \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias para os anunciantes. Tamb\u00e9m em 2021, o Kwai saiu em busca de nomes importantes do mercado brasileiro para estruturar sua divis\u00e3o de neg\u00f3cios. A opera\u00e7\u00e3o local, inclusive, foi escolhida para capitanear os pilares de vendas e de publicidade da rede social em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Enquanto essas plataformas de v\u00eddeos curtos se estruturaram para ampliar os neg\u00f3cios, outras redes sociais tentaram correr atr\u00e1s do formato e estilo que vem fazendo tanto sucesso entre os mais jovens. O Instagram, por exemplo, continuou investindo para popularizar o Reels. J\u00e1 o Google criou uma ferramenta similar com o Youtube Shorts.<\/p>\n<p>Apesar de a din\u00e2mica das redes sociais ser \u00e1gil \u2013 o que torna, portanto, mais dif\u00edcil as previs\u00f5es acerca dos comportamentos e tend\u00eancias que far\u00e3o parte do cotidiano dos usu\u00e1rios pelos pr\u00f3ximos meses e anos \u2013 profissionais de publicidade e de empresas de influenciadores n\u00e3o hesitam em afirmar que 2022 ainda ser\u00e1 o ano dos v\u00eddeos curtos.<\/p>\n<p>Uma das explica\u00e7\u00f5es para isso ainda est\u00e1 no momento em que a sociedade atravessa, de acordo com Gabriel Ara\u00fajo, head da Social@Ogilvy, opera\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia dedicada \u00e0 \u00e1rea de social media. No meio da pandemia, segundo ele, as pessoas estavam escutando podcasts de cerca de 3 horas. Hoje, j\u00e1 temos cortes desses conte\u00fados com apenas 15 segundos, que sintetizam o que houve de mais relevante na entrevista, por exemplo. \u201cA mesma l\u00f3gica vale para v\u00eddeos. O chamado conte\u00fado din\u00e2mico come\u00e7ou a gerar interesse e performar mais h\u00e1 uns 3 ou 4 anos, mas agora atingiu a maturidade em plataformas como TikTok e formatos como Reels, por exemplo\u201d, explica.<\/p>\n<p>A pandemia tamb\u00e9m \u00e9 apontada por Marcio Oliveira, presidente da R\/GA, para esclarecer por que tantas pessoas come\u00e7aram a postar e consumir v\u00eddeos curtos nos \u00faltimos anos \u2013 algo que, segundo ele, pode at\u00e9 aumentar a partir deste ano. As restri\u00e7\u00f5es e novos comportamentos impostos pela Covid-19 transformaram a no\u00e7\u00e3o de tempo das pessoas, a disciplina e a organiza\u00e7\u00e3o. \u201cTransformou para sempre a maneira como trabalhamos e estudamos. E, como consequ\u00eancia, o que fazemos no meio tempo, no tempo livre ou at\u00e9 para nos informarmos, capacitarmos para nossas atividades. Esse contexto ajuda a moldar o comportamento e tudo leva a crer que os formatos de v\u00eddeos curtos devam crescer\u201d, aposta.<\/p>\n<p>Plataformas como TikTok, Kwai, Reels e Shorts democratizaram a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e possibilitaram o surgimento de novos e talentosos criadores de conte\u00fado. Essa \u00e9 a opini\u00e3o do head de contexto e fala da Dentsu Internacional, Vinicius Chagas. Segundo ele, isso s\u00f3 aconteceu porque novas empresas decidiram apostar em ferramentas diferentes enquanto o restante seguia fazendo mais do mesmo. \u201cEsse novo conte\u00fado est\u00e1 propondo novos visuais, oxigenando a publicidade, os ve\u00edculos e trazendo uma est\u00e9tica org\u00e2nica para o jogo. Essa provoca\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o real \u2013 para al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o do real \u2013 \u00e9 super IN e t\u00e1 super ON\u201d, brinca.<\/p>\n<p><strong>R\u00e1pido, curto e agora<br \/>\n<\/strong><br \/>\nSe as plataformas digitais e grandes empresas de tecnologias passaram a dedicar mais tempo e investimentos para a cria\u00e7\u00e3o de ferramentas de v\u00eddeos curtos \u00e9 pela clara percep\u00e7\u00e3o de que os consumidores demandavam, cada dia mais, por conte\u00fados mais r\u00e1pidos din\u00e2micos e criativos. Thamirys Marques, gerente de opera\u00e7\u00f5es da Digital Favela, empresa que atua na \u00e1rea de marketing de influ\u00eancia, alerta que essa avidez por conte\u00fados mais din\u00e2micos n\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia apenas das redes sociais. \u201cIsso tem sido percebido tamb\u00e9m na ind\u00fastria da m\u00fasica e do cinema. Por isso, creio que as redes ir\u00e3o aperfei\u00e7oar ainda mais as ferramentas para cria\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos, pois tudo leva a isso: interesse do trabalho + trabalho de alcance do algoritmo, que privilegia esse tipo de formato\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>O trabalho do algoritmo para o crescimento do consumo de v\u00eddeos curtos \u00e9 citado tamb\u00e9m por Elisa Pequini, s\u00f3cia-fundadora da Social Tailors, para explicar o sucesso de plataformas como TikTok, Kwai e derivados. \u201cAl\u00e9m dos conte\u00fados serem altamente palat\u00e1veis e divertidos, essas plataformas t\u00eam algoritmos feitos para entregar o que o p\u00fablico quer ver de uma forma muito personalizada. Nenhuma timeline fica igual a outra porque n\u00e3o vai aparecer s\u00f3 o que voc\u00ea segue, mas tamb\u00e9m tudo o que o algoritmo percebe que voc\u00ea pode gostar. E geralmente acerta\u201d, frisa.<\/p>\n<p>Pequini destaca tamb\u00e9m que a alta popularidade desse tipo de conte\u00fado v\u00eam possibilitando os trabalhos de cocria\u00e7\u00e3o entre anunciantes e criadores de conte\u00fado, uma vez que, para aproveitar a din\u00e2mica desse estilo de publica\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio estar pr\u00f3ximo de quem j\u00e1 domina o ambiente. A fundadora da Social Tailors diz que as grandes empresas sa\u00edram na frente e j\u00e1 v\u00eam testando muitas maneiras diferentes de engajar o p\u00fablico, mas ressalta, contudo, que para a maioria das marcas, tudo ainda \u00e9 muito novo. \u201cAt\u00e9 o TikTok, que j\u00e1 est\u00e1 sendo mais contemplado nos planos, muitas vezes fica de fora de um planejamento. Acredito que esse seja um ano em que muitas delas v\u00e3o come\u00e7ar a aumentar o investimento nessas plataformas\u201d, aposta.<\/p>\n<p><strong>Qual o espa\u00e7o das marcas?<\/strong><br \/>\nMarcas e anunciantes sempre passam por alguns passos quando uma novidade chega, como explana Marcio Oliveira, da R\/GA. O primeiro impulso, segundo ele, \u00e9 querer estar naquele ambiente, independente de entender de fato a plataforma. \u201cComo se isso fosse um passaporte para o mundo contempor\u00e2neo\u201d, compara o executivo. Uma vez naquele ambiente, explica Marcio, as marcas entram em uma fase de come\u00e7ar a aprender com os pr\u00f3prios erros, beber da cultura e entender a din\u00e2mica, linguagem e target. \u201cVem o desapego de que n\u00e3o querer impor seu jeito e, sim, se encaixar na maneira da plataforma interagir. \u00c9 esse \u2018fit\u2019 que o anunciante tem que perseguir: com o p\u00fablico, com o interesse desse p\u00fablico e com os formatos\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Chagas, da Dentsu, destaca uma premissa que, a seu valer, vale para qualquer plataforma: redes sociais s\u00e3o, originalmente, sobre pessoas e n\u00e3o sobre marcas. Ent\u00e3o, para al\u00e9m dos formatos de m\u00eddia, \u00e9 necess\u00e1rio o toque de relev\u00e2ncia que s\u00f3 o feed dos amigos pode proporcionar. \u201cPor isso, saber como as pessoas est\u00e3o usando as plataformas, quais formatos s\u00e3o mais populares, que m\u00fasicas est\u00e3o bombando mais, que tipo de challenge tende a se espalhar rapidamente, \u00e9 a maior fonte de insights que temos. E, com opera\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas (por parte da estrutura de neg\u00f3cio das plataformas), temos a oportunidade de bater papos mais profundos e frequentes sobre o que realmente rola e como podemos ser mais assertivos\u201d.<\/p>\n<p>E ser\u00e1 que os anunciantes j\u00e1 conseguiram atingir esse ponto? Na opini\u00e3o de Ara\u00fajo, da Social@Ogilvy, algumas sim, outras n\u00e3o. Marcas que est\u00e3o usando creators nativos da plataforma e entendido o conte\u00fado gerado dentro dela t\u00eam se dado bem. J\u00e1 outras, segundo ele, est\u00e3o apenas replicando conte\u00fado de outras plataformas, o que faz com que audi\u00eancia e relev\u00e2ncia caiam. \u201cEssa \u00e9 uma oportunidade para as marcas desbravarem um territ\u00f3rio novo, cheio de oportunidades e com algoritmos que ajudam mais que em outras plataformas. As oportunidades s\u00e3o enormes, mas essas redes sociais tamb\u00e9m ter\u00e3o que se preparar para entregar formatos e din\u00e2micas mais atraentes para anunciantes e ag\u00eancias. Sinto que ainda temos formatos padr\u00f5es, apesar da din\u00e2mica com influenciadores ter evolu\u00eddo bastante\u201d, opina.<\/p>\n<p><strong>Oportunidades aos creators<\/strong><br \/>\nAssim como para as marcas, o desenvolvimento de novas solu\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios e formatos comerciais por parte de redes como TikTok, Kwai e ferramentas como Reels e Shorts, abrem tamb\u00e9m possibilidades para os criadores de conte\u00fado cresceram e aprimoraram sua presen\u00e7a nessa era de v\u00eddeos curtos. Thamirys, da Digital Favela, destaca algumas frentes que considera importantes para que criadores de conte\u00fado consigam, em 2022, ampliar o engajamento com sua audi\u00eancia de forma ainda mais criativa. \u201cUma delas \u00e9 o di\u00e1logo aberto com a comunidade de seguidores, j\u00e1 que o influenciador precisa saber quais s\u00e3o as motiva\u00e7\u00f5es que levam uma pessoa a segui-lo. Outra \u00e9 ter bem pensado quais s\u00e3o suas editorias de conte\u00fado. A partir disso, \u00e9 mais f\u00e1cil tra\u00e7ar estrat\u00e9gias para constru\u00e7\u00e3o de marca. Tamb\u00e9m \u00e9 muito importante estudar sobre como funcionam os algoritmos e faz\u00ea-los trabalhar para voc\u00ea\u201d, aconselha.<\/p>\n<p>J\u00e1 para que uma marca consiga aproveitar o sucesso das plataformas de v\u00eddeos curtos de maneira criativa, o essencial, como sempre, \u00e9 conhecer o p\u00fablico e entender se ele consome conte\u00fado nesse tipo de rede social para, a partir da\u00ed, adequar a mensagem \u00e0s tend\u00eancias daquele canal sem perder a autenticidade. \u201cAfinal, nem tudo \u00e9 s\u00f3 dancinha\u201d, completa Thamirys.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Meio e Mensagem<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No fim de dezembro, um relat\u00f3rio divulgado pela empresa de&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/videos-curtos-o-que-marcas-e-creators-podem-esperar-em-2022\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17342,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33,3],"tags":[],"class_list":{"0":"post-17341","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques","8":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}