{"id":16318,"date":"2021-09-02T08:48:31","date_gmt":"2021-09-02T11:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=16318"},"modified":"2021-09-02T08:48:31","modified_gmt":"2021-09-02T11:48:31","slug":"a-mulher-no-radio-a-voz-em-busca-de-mais-espaco-e-respeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/a-mulher-no-radio-a-voz-em-busca-de-mais-espaco-e-respeito\/","title":{"rendered":"A mulher no r\u00e1dio \u2013 A voz em busca de mais espa\u00e7o e respeito"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O mundo mudou. Vivemos em um per\u00edodo conturbado, acelerado e cada vez mais tecnol\u00f3gico. O r\u00e1dio sobreviveu a todas as fases, se transformando e mantendo seu posto de ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o com grande penetra\u00e7\u00e3o e relev\u00e2ncia de mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste momento \u00e9 a hora de falarmos sobre a posi\u00e7\u00e3o da mulher e como ela \u00e9 tratada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher vem ganhando cada vez mais espa\u00e7o no mercado de trabalho. E no r\u00e1dio n\u00e3o \u00e9 diferente. Desde os prim\u00f3rdios, as mulheres sempre tiveram um papel fundamental no crescimento e na populariza\u00e7\u00e3o desse ve\u00edculo t\u00e3o apaixonante. A hist\u00f3ria do r\u00e1dio acompanha a emancipa\u00e7\u00e3o da mulher no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-fetch=\"true\">Vamos voltar no tempo&#8230; Maria Beatriz Roquette-Pinto foi uma das primeiras locutoras do Brasil. Isto ocorreu na d\u00e9cada de 1920, ao mesmo tempo em que seu pai Edgard Roquette-Pinto realizava as primeiras transmiss\u00f5es oficiais com autoriza\u00e7\u00e3o do governo. Ela fez hist\u00f3ria, al\u00e9m de locutora, foi diretora de programa\u00e7\u00e3o, produtora e exerceu outros cargos que iam al\u00e9m da \u00e1rea art\u00edstica. Um marco para a \u00e9poca j\u00e1 que, no in\u00edcio dos anos 20, a mulher era totalmente limitada. Para trabalhar, ela precisava de autoriza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, do pai ou do irm\u00e3o. Al\u00e9m disso, havia lugares considerados prop\u00edcios para elas, e o ambiente de r\u00e1dio n\u00e3o era, definitivamente, um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o meio, altamente masculino, se rendeu a diferen\u00e7a que elas faziam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como a mulher fez a diferen\u00e7a no r\u00e1dio&#8230; Tivemos Carmen Miranda, Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira, Aracy de Almeida e tantas outras que deixaram sua marca com suas vozes \u00fanicas que dispensavam qualquer tipo de auto tune moderno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe inclusive um livro interessante chamado de \u201cAs Divas Da R\u00e1dio Nacional\u201d do autor Ronaldo Conde Aguiar. A obra \u00e9 um tributo a essas mulheres que eram consideradas as estrelas do r\u00e1dio brasileiro. Uma viagem fascinante a uma \u00e9poca que d\u00e1 muitas saudades. Fica a dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim, as mulheres foram ocupando seu espa\u00e7o. Programas conduzidos por elas fizeram parte da luta por direitos b\u00e1sicos. Muitas vezes, essas apresentadoras usavam nomes art\u00edsticos e pseud\u00f4nimos como uma forma de autoprote\u00e7\u00e3o aos julgamentos da sociedade da \u00e9poca. Com o passar do tempo, a mulher usou o r\u00e1dio para ter ainda mais voz expondo quest\u00f5es voltadas a trabalho, cidadania e, principalmente, viol\u00eancia contra a mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E foi a atrav\u00e9s de debates construtivos que o r\u00e1dio seguiu tendo uma presen\u00e7a consider\u00e1vel na vida das diferentes mulheres brasileiras mostrando um enorme potencial na divulga\u00e7\u00e3o da luta por direitos iguais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E por falar em direitos iguais, no r\u00e1dio ainda existe, mesmo que por debaixo dos panos, uma forte hierarquia masculina. Mulheres ainda brigam por respeito, mais espa\u00e7os e equipara\u00e7\u00e3o salarial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 triste ver que, muitos ainda veem as mulheres neste ve\u00edculo apenas na \u00e1rea de entretenimento seja como uma voz ou um rosto representativo no promocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mulher no r\u00e1dio \u00e9 muito mais que isso e a hist\u00f3ria est\u00e1 a\u00ed para nos provar. Mas o que poucos sabem \u00e9 que ainda existe o ass\u00e9dio neste meio. Ass\u00e9dio esse que levam mulheres a abandonar a sua profiss\u00e3o ou at\u00e9 mesmo desenvolver algum tipo de restri\u00e7\u00e3o seja na sua forma de pensar, trabalhar e at\u00e9 de se vestir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-fetch=\"true\">Voc\u00ea sabia que quase metade das mulheres j\u00e1 sofreu algum ass\u00e9dio sexual no trabalho? Sim! Segundo pesquisa do LinkedIn e da consultoria de inova\u00e7\u00e3o social Think Eva que ouviu 414 profissionais em todo o pa\u00eds, de forma online. Entre elas, 15% pediram demiss\u00e3o do trabalho ap\u00f3s o ass\u00e9dio. E apenas 5% delas recorrem ao RH das empresas para reportar o caso. Uma vergonha.<\/p>\n<div class=\"pp-box-adunit pp-ad-loading pp-type-intext\">\n<div class=\"pp-adunit\">\n<div class=\"pp-ad\">\n<div id=\"P_TUDO_RADIO_INTEXT_02_0\" style=\"text-align: justify;\" data-premium=\"\" data-adunit=\"TUDO_RADIO_INTEXT_02\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[300,250]]\" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[300,250]]\" data-type=\"intext\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CMORwLCY4PICFWw3uQYd_v8Kog\">\n<p>E voc\u00ea acha que o r\u00e1dio est\u00e1 fora desse n\u00famero? N\u00e3o!<\/p>\n<p>Para isso precisamos criar uma conscientiza\u00e7\u00e3o de que, a mulher \u00e9 muito mais que um rosto e uma voz bonita no r\u00e1dio. \u00a0Ela faz parte do DNA desse importante ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o das massas.<br \/>\nA mulher pode sim, vestir o que quiser, seja curto ou longo. E os demais ter\u00e3o que respeitar. A mulher pode sim, ocupar cargos altos. Ela pode ser a locutora ou a diretora art\u00edstica. Ela pode ser o ouro e a prata. \u00a0Ela pode ser o que ela quiser. E os homens devem respeitar.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o sexo que define seu potencial. N\u00e3o \u00e9 sua roupa que define seu cargo.<\/p>\n<p>O respeito a mulher no mercado de trabalho exige aten\u00e7\u00e3o. No r\u00e1dio j\u00e1 tivemos diversos casos relacionados a ass\u00e9dio, machismo, misoginia e sexismo. Chegou a hora de evoluir e dar um basta.<\/p>\n<p>Respeito para elas que tanto fizeram esse meio popular com suas vozes encantadoras e com seu trabalho duro em mat\u00e9rias libertadoras.<\/p>\n<p>O r\u00e1dio, assim como todo ve\u00edculo de imprensa \u00e9 livre. Que nada nos defina, nos limites e nos sujeite. Que a liberdade e o respeito venham sempre na equaliza\u00e7\u00e3o perfeita que tanto apreciamos.<\/p>\n<p>See ya!<br \/>\nAly Frts<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por: Aline Freitas<br \/>\nFonte: Tudor\u00e1dio<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo mudou. 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