{"id":15085,"date":"2021-04-09T09:26:02","date_gmt":"2021-04-09T12:26:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=15085"},"modified":"2021-04-09T09:26:02","modified_gmt":"2021-04-09T12:26:02","slug":"voce-ja-ouviu-falar-em-comunicacao-nao-violenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/voce-ja-ouviu-falar-em-comunicacao-nao-violenta\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar em Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para criar um ambiente de trabalho harmonioso \u00e9 preciso estar aberto a ouvir e dialogar com empatia. No entanto, apenas isso n\u00e3o basta. \u00c9 fundamental que as empresas construam ambientes organizacionais mais colaborativos, pautados na cultura de seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, tanto para a qualidade de vida e sa\u00fade mental dos profissionais quanto para os resultados da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o psic\u00f3logo Marshall B. Rosenberg, que desenvolveu o conceito de CNV (Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta), estamos imersos em uma cultura que pune o erro e recompensa o acerto. Lidamos com a press\u00e3o de que precisamos ser sempre produtivos, competitivos, multitarefas e, inclusive, fomos ensinados a n\u00e3o envolver os nossos sentimentos com trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a mediadora de conflitos e especialista em CNV do Instituto Ti\u00ea, Carolina Nalon, essa din\u00e2mica cria uma armadura alicer\u00e7ada na convic\u00e7\u00e3o de que precisamos ser sempre profissionais e traz a ideia de que n\u00e3o se pode falar sobre sentimentos no trabalho, enquanto todos est\u00e3o sedentos por mais humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cIsso n\u00e3o quer dizer que as pessoas n\u00e3o queiram trazer mais resultados, bater metas e fazer coisas incr\u00edveis. Elas s\u00f3 querem que tudo isso seja feito com mais humanidade e considera\u00e7\u00e3o. As pessoas querem sentir que \u2018pertencem\u2019 \u00e0 empresa\u201d, afirma a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por esse motivo, Carolina destaca que a maneira que o ambiente empresarial \u00e9 constru\u00eddo impacta diretamente no comportamento dos colaboradores. Para ela, fazer essa mudan\u00e7a na cultura da empresa leva tempo, mas \u00e9 a maneira mais sustent\u00e1vel em longo prazo. \u201cO processo e a estrutura da empresa devem ser coerentes com o comportamento que ela deseja que o colaborador tenha\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comunica\u00e7\u00e3o que integra<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para construir um ambiente de trabalho mais saud\u00e1vel e emp\u00e1tico \u00e9 preciso criar uma cultura em que a comunica\u00e7\u00e3o seja aberta e fluida, dando espa\u00e7o para que as pessoas possam compartilhar suas dificuldades e limita\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m \u00e9 importante abrir espa\u00e7o para trabalhar de forma colaborativa e promover a uni\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO gestor precisa ter o cuidado para ouvir as dificuldades do colaborador e entender essa abertura como um ponto de partida para o investimento de um suporte e n\u00e3o como uma sinaliza\u00e7\u00e3o de falta de compromisso\u201d, afirma o coordenador da Comiss\u00e3o de Psicologia Organizacional e do Trabalho do CRP-PR, Guilherme Alcantara Ramos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos componentes fundamentais e transversais de toda a organiza\u00e7\u00e3o. Quando a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 satisfat\u00f3ria, gera retrabalho, dificuldades, conflitos, distanciamento e falta de colabora\u00e7\u00e3o. O psic\u00f3logo ressalta que a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser agressiva, n\u00e3o deve remeter a amea\u00e7as e resultar em constrangimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando a empresa investe em uma comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta ela promove um ambiente colaborativo, isso gera satisfa\u00e7\u00e3o e melhora a produtividade\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conversas dif\u00edceis e o temido feedback<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conversas dif\u00edceis acontecem em algum momento. O conflito pode ser positivo ou negativo, o que muda \u00e9 a forma como ele \u00e9 tratado. Para Carolina Nalon, o que faz um conflito aparecer s\u00e3o as nossas necessidades n\u00e3o atendidas. Mas ao inv\u00e9s de falarmos sobre elas, n\u00f3s julgamos o comportamento do outro,\u00a0 j\u00e1 que expor as nossas necessidades nos coloca em um lugar de vulnerabilidade e nem sempre sabemos como o outro ir\u00e1 reagir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m explica que estamos imersos na ideologia da viol\u00eancia e quando a conversa fica dif\u00edcil, achamos que agir de forma agressiva \u00e9 um direito nosso. \u201cPensamos que se o outro passar de tal ponto, podemos ser violentos. \u00c9 muito desafiador romper com o ciclo de viol\u00eancia\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por esse motivo, \u00e9 preciso sair do lugar de apontar os comportamentos e come\u00e7ar a falar sobre as necessidades. \u201cAs necessidades humanas s\u00e3o universais. Nesse campo, conseguimos abrir caminhos para a compreens\u00e3o\u201d, afirma a mediadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Carolina, o feedback \u00e9 sempre desafiador, j\u00e1 que neste momento existem duas coisas em jogo: a necessidade de aceita\u00e7\u00e3o e a vontade de crescer nos \u00e2mbitos profissional e pessoal. \u201cO gestor tem que conseguir transitar por entre essas duas necessidades \u2013 que ele tamb\u00e9m tem-, ao oferecer o feedback\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, vale destacar que o feedback n\u00e3o acontece s\u00f3 na hora da conversa. O gestor tem o desafio de construir essa confian\u00e7a, para que ele seja ouvido na hora de uma conversa mais s\u00e9ria. \u201cMais que um discurso, esse momento deve ser um di\u00e1logo, com troca de percep\u00e7\u00f5es para atender as necessidades de todos\u201d, explica Carolina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Ramos, o feedback deve ser claro e descritivo, sem ju\u00edzo de valor, focado no comportamento e n\u00e3o na pessoa. \u201cO profissional precisa ter clareza do que se espera e dos caminhos que devem ser tomados para o aprimoramento. Esse momento carece de empatia e disponibilidade para que o colaborador tamb\u00e9m possa compartilhar suas pr\u00f3prias percep\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por esse motivo, \u00e9 preciso investir em uma cultura pautada na seguran\u00e7a psicol\u00f3gica, tratando os problemas de forma respeitosa, criando confian\u00e7a e engajamento, gerando bem-estar psicol\u00f3gico aos colaboradores. \u201cQuanto mais pr\u00f3xima \u00e9 a gest\u00e3o melhores s\u00e3o os resultados. Dessa maneira, \u00e9 poss\u00edvel tornar o conflito um momento de uni\u00e3o, de tomada de decis\u00e3o e resolu\u00e7\u00e3o conjunta de um problema\u201d, afirma Ramos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: AERP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para criar um ambiente de trabalho harmonioso \u00e9 preciso estar&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/voce-ja-ouviu-falar-em-comunicacao-nao-violenta\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15086,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":{"0":"post-15085","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15085","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15085"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15085\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15085"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15085"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15085"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}