{"id":10693,"date":"2019-08-06T09:13:27","date_gmt":"2019-08-06T12:13:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sertsc.org.br\/site\/?p=10693"},"modified":"2019-08-06T09:13:27","modified_gmt":"2019-08-06T12:13:27","slug":"pesquisas-da-ead-mostram-que-85-dos-domicilios-dependem-de-parabolicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/pesquisas-da-ead-mostram-que-85-dos-domicilios-dependem-de-parabolicas\/","title":{"rendered":"Pesquisas da EAD mostram que 8,5% dos domic\u00edlios dependem de parab\u00f3licas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um dos aspectos centrais da discuss\u00e3o sobre como compatibilizar o leil\u00e3o de 5G previsto para 2020 e as transmiss\u00f5es de TV via sat\u00e9lite em banda C ser\u00e1 obter, com alguma precis\u00e3o, um n\u00famero que reflita melhor o tamanho do desafio. Como se sabe, uma das faixas mais importantes do leil\u00e3o \u00e9 a faixa de 3,5 GHz, mas os testes conduzidos pela Anatel mostram um n\u00edvel praticamente incontorn\u00e1vel de interfer\u00eancias nos equipamentos de recep\u00e7\u00e3o de banda C mais comuns utilizados no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados da PNAD-TIC s\u00e3o hoje o principal referencial e eles indicam 17,5 milh\u00f5es de domic\u00edlios com parab\u00f3lica, sendo 6,5 milh\u00f5es dependentes exclusivamente destes equipamentos,\u00a0<a href=\"https:\/\/telaviva.com.br\/24\/07\/2019\/banda-c-o-primeiro-grande-desafio-do-5g-no-brasil\/\">conforme mostrou este notici\u00e1rio na primeira reportagem<\/a>\u00a0sobre o tema das interfer\u00eancias, publicada aqui. Ainda assim, a falta de precis\u00e3o sobre estes n\u00fameros tem sido motivo de discuss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas existe um outro n\u00famero que teria mais raz\u00f5es para ser aceito por radiodifusores e empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es. Trata-se dos dados coletados por meio de pesquisas feitas pela EAD (empresa Administradora da Digitaliza\u00e7\u00e3o) durante o processo de desligamento da TV anal\u00f3gica, para a libera\u00e7\u00e3o da faixa de 700 MHz. A EAD atuou em 1.379 cidades divididas em 62 clusters. Estas cidades representam 43,5 milh\u00f5es de domic\u00edlios (cerca de 62% do total de domic\u00edlios brasileiros) e t\u00eam 127 milh\u00f5es de habitantes (cerca de 60% da popula\u00e7\u00e3o brasileira).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O n\u00famero m\u00e1gico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este notici\u00e1rio levantou e analisou todas as pesquisas de aferi\u00e7\u00e3o realizadas pela EAD nestes clusters e chegou a um n\u00famero de quase 8,5% de domic\u00edlios que dependem exclusivamente do sinal das antenas parab\u00f3licas para receber o sinal de TV. Deste n\u00famero est\u00e3o exclu\u00eddas as resid\u00eancias que eventualmente tenham uma parab\u00f3lica instalada, mas que conseguem ser atendidas pela TV digital terrestre. Tamb\u00e9m excluiu os domic\u00edlios que tenham parab\u00f3lica, mas que tamb\u00e9m contem com algum servi\u00e7o de TV paga. Nas cidades afetadas pelo trabalho da EAD e pesquisadas pela entidade, os domic\u00edlios em que a TV s\u00f3 chega com parab\u00f3lica representariam, portanto, cerca de 3,7 milh\u00f5es de lares, lembrando que nestas \u00e1reas est\u00e3o 62% dos domic\u00edlios. Extrapolando para todo o Brasil, se chegaria a um total de cerca de 6 milh\u00f5es, valor pr\u00f3ximo ao dado da PNAD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somando todos os domic\u00edlios com parab\u00f3lica nas \u00e1reas que passaram pelo desligamento da TV anal\u00f3gica pesquisadas pela EAD, chega-se a um n\u00famero de 20%. Estes dados s\u00e3o in\u00e9ditos e nunca haviam sido compilados.\u00a0<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=1anjQMy5ug-VVCCq1-dTsTDDNrgWZbSOW\">Confira aqui o arquivo com o resumo dos dados levantados exclusivamente por este notici\u00e1rio<\/a>. Estes n\u00fameros consideram todas as faixas de renda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Realidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00fameros da EAD trazem alguns dados interessantes e que fogem \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que a banda C \u00e9 uma realidade apenas fora dos grandes centros. Se a pequena Sobral\/CE \u00e9 de fato a cidade mais dependente da banda C entre aquelas que passaram pelo desligamento da TV anal\u00f3gica, com 34% dos domic\u00edlios dependente exclusivamente da parab\u00f3lica, h\u00e1 regi\u00f5es importantes como o interior de S\u00e3o Paulo, interior do Rio de Janeiro, oeste do Paran\u00e1 entre outras com mais de 10% dos domic\u00edlios dependentes exclusivamente da banda C. A regi\u00e3o metropolitana do Rio chega a quase 10%, e o interior do Estado tem mais de 21% de seus domic\u00edlios dependentes da recep\u00e7\u00e3o dos sinais de TV via sat\u00e9lite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 grandes regi\u00f5es metropolitanas, a radiodifus\u00e3o tem situa\u00e7\u00f5es menos cr\u00edticas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depend\u00eancia dos sinais das parab\u00f3licas, como S\u00e3o Paulo (7%), Belo Horizonte (4,15%), Porto Alegre (8,17%), Bras\u00edlia (8,5%), Salvador (4,5%), Fortaleza (5%) e Recife (5%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pesquisas de aferi\u00e7\u00e3o da EAD foram essenciais para que se pudesse calcular o percentual de domic\u00edlios aptos a receber os sinais de TV digital. Os n\u00fameros eram apresentados regularmente ao longo de pelo menos tr\u00eas anos nas reuni\u00f5es do Gired, onde participavam representantes do governo, teles e emissoras de TV. Com base nestes dados \u00e9 que eram tomadas as decis\u00f5es de autorizar ou n\u00e3o o desligamento. No princ\u00edpio do processo de desligamento da TV anal\u00f3gica, o Gired travou diversos embates at\u00e9 a defini\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rios a serem adotados nas pesquisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das principais atribui\u00e7\u00f5es da EAD era distribuir o kit de recep\u00e7\u00e3o de TV digital para a popula\u00e7\u00e3o cadastrada no Bolsa Fam\u00edlia e no Cadastro \u00danico, bem como divulgar o fim das transmiss\u00f5es anal\u00f3gicas. A distribui\u00e7\u00e3o e kits e a divulga\u00e7\u00e3o buscavam elevar o n\u00famero de domic\u00edlios aptos para o desligamento at\u00e9 o atingimento do percentual de 93%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Metodologia de pesquisa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cada cluster de cidades em que a EAD atuou foram feitas pelo menos duas pesquisas, sempre pelo Ibope, adotando amostras ponderadas para a distribui\u00e7\u00e3o sociodemogr\u00e1fica das popula\u00e7\u00f5es em cada munic\u00edpio, em que se buscava saber especificamente que tipo de tecnologia cada resid\u00eancia utilizava para receber os sinais de TV. Foram realizadas cerca de 130 pesquisas, somando todos os clusters. As perguntas eram feitas para assegurar um resultado mais preciso poss\u00edvel sobre se a resid\u00eancia tinha TV terrestre, parab\u00f3lica, TV a cabo, DTH ou uma combina\u00e7\u00e3o de tecnologias. As primeiras pesquisas eram normalmente feitas pela EAD com 60 dias do desligamento e a segunda na v\u00e9spera do desligamento, abrangendo as cidades principais de cada cluster e o entorno. Invariavelmente as pesquisas mostravam um decl\u00ednio dos n\u00fameros de TVs com parab\u00f3lica entre a primeira e a segunda pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os levantamentos foram realizados conforme o cronograma de desligamento, come\u00e7ando em 2016 para cidades como Bras\u00edlia e Rio Verde, mas a maior parte concentrada nos anos de 2017 e 2018. Todas as capitais brasileiras passaram pelo processo de desligamento, assim como todas as cidades dos estados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, assim como grande parte do Rio Grande do Sul e Paran\u00e1. Em apenas quatro clusters n\u00e3o foram feitas pesquisas de aferi\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o havia quantidade suficiente de canais digitais terrestres, conforme os crit\u00e9rios definidos pelo Gired (Marab\u00e1\/PA, Bar\u00e3o de Melga\u00e7o\/MT, Petrolina\/PE e Parna\u00edba\/PI).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados da EAD mostram a realidade em munic\u00edpios em que o processo de desligamento da TV anal\u00f3gica foi necess\u00e1rio, seja porque eram centros regionais importantes ou capitais de estado, seja porque havia de fato dificuldades de desocupar a faixa de 700 MHz. Os dados da PNAD indicam que o percentual de domic\u00edlios com parab\u00f3lica tende a ser maior fora dos grandes centros, mas nestes casos o risco de interfer\u00eancias na banda C com as transmiss\u00f5es de 5G em 3,5 GHz \u00e9 menor pois \u00e9 pouco vi\u00e1vel o uso da faixa em \u00e1reas menos populosas. Nestas \u00e1reas, outras frequ\u00eancias s\u00e3o mais adequadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atraso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Anatel j\u00e1 indicou que o processo de licita\u00e7\u00e3o de 5G deve atrasar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira previs\u00e3o (leil\u00e3o em mar\u00e7o de 2020). O debate sobre o que fazer com as recep\u00e7\u00f5es de banda C \u00e9 uma das raz\u00f5es, mas existem outras: o processo ainda est\u00e1 sendo analisado pelo relator Vicente Aquino e, conforme recente decis\u00e3o do TCU, depois disso ainda ser\u00e3o necess\u00e1rios at\u00e9 150 dias para a an\u00e1lise dos c\u00e1lculos e crit\u00e9rios de valores pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o. A Anatel estima que esse processo possa ser reduzido para 90 dias. A lei das ag\u00eancias tamb\u00e9m limita em no m\u00ednimo 45 dias o processo de consulta p\u00fablica. Tudo isso, somado \u00e0 complexa equa\u00e7\u00e3o de concilia\u00e7\u00e3o entre os setores de TV, sat\u00e9lite e telecom, e ainda a indisposi\u00e7\u00e3o de alguns grupos em um leil\u00e3o mais imediato, fazem com que a realiza\u00e7\u00e3o do certame tenha como data mais prov\u00e1vel o meio de 2020, por enquanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: TelaViva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos aspectos centrais da discuss\u00e3o sobre como compatibilizar o&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/pesquisas-da-ead-mostram-que-85-dos-domicilios-dependem-de-parabolicas\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10694,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":{"0":"post-10693","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10693","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10693"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10693\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sertsc.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}